CARACTERÍSTICAS DO NiQuitin 14 mg bula do medicamento

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
NiQuitin 14 mg

1. Nome do Medicamento NiQuitin
NiQuitin 14 mg sistemas transdérmicos

2. Composição Qualitativa e Quantitativa Do NiQuitin
Cada sistema transdérmico contém em 15 cm2 78 mg de nicotina, equivalente a 5.1 mg/cm2 de nicotina e liberta 14 mg durante 24 horas.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. Forma Farmacêutica Do NiQuitin
Sistema transdérmico.
Cada sistema é rectangular e é constituído por uma camada de suporte rosada, uma camada intermédia prateada e um revestimento protector transparente que é removido antes da colocação do sistema transdérmico.

4. Informações Clínicas Do NiQuitin

4.1 Indicações terapêuticas

NiQuitin está indicado para o alívio dos sintomas da abstinência de nicotina, incluindo os desejos incontroláveis funcionando como uma ajuda para deixar de fumar.

Se possível, quando deixar de fumar, NiQuitin deverá ser utilizado conjuntamente com um programa de apoio comportamental.

4.2 Posologia e modo de administração

Os sistemas transdérmicos devem ser utilizados tal como é descrito abaixo. Antes do início da terapia os utilizadores devem comprometer-se a deixar de fumar. Durante uma tentativa de cessação, devem ser feitos todos os esforços para não fumar durante o tratamento com Niquitin. Recomenda-se apoio comportamental simultâneo, uma vez que este tipo de programas demonstrou ser benéfico para suspensão do hábito de fumar.

Adultos (com idade igual ou superior a 18 anos):
O sistema transdérmico NiQuitin deve ser aplicado uma vez por dia, à mesma hora em cada dia, e de preferência pouco depois de acordar, numa zona da pele limpa, sem pêlos e seca, e deverão ser utilizados continuamente durante 24 horas. O penso NiQuitin deve ser aplicado logo após ter sido removida a sua carteira de protecção.
Deve evitar-se a aplicação em pele gretada, vermelha ou irritada. Após 24 horas o sistema transdérmico utilizado deve ser removido e deve aplicar-se um novo sistema transdérmico num sítio diferente da pele. O mesmo sistema transdérmico não deve permanecer na pele por mais de 24 horas. Os sistemas transdérmicos não devem ser colocados na mesma área da pele durante pelo menos sete dias. Só deve ser utilizado um sistema transdérmico de cada vez.

Se for desejável, pode retirar-se o sistema transdérmico antes de deitar. Todavia, recomenda-se o uso durante 24 horas para minimizar os efeitos dos desejos matinais.

A terapia do NiQuitin começa normalmente com 21 mg, sendo depois reduzida segundo o seguinte esquema:

Dose Duração
Fase 1 NiQuitin 21 mg Primeiras 6 semanas
Fase 2 NiQuitin 14 mg Seguintes 2 semanas
Fase 3 NiQuitin 7 mg Últimas 2 semanas

Recomenda-se aos fumadores moderados (menos de 10 cigarros por dia) que comecem pela Fase 2 (14 mg) durante 6 semanas decrescendo depois para NiQuitin 7 mg, nas últimas 2 semanas.

Os doentes a aplicar NiQuitin 21 mg que tenham sofrido efeitos secundários excessivos, e que não tenham desaparecido em poucos dias, deverão mudar para NiQuitin 14 mg. Esta dosagem deverá então ser mantida até ao final das primeiras seis semanas da Fase 1, antes de descer para NiQuitin 7 mg nas últimas duas semanas. Se os sintomas persistirem o doente deverá ser aconselhado a consultar um profissional de saúde.

Para optimizar os resultados, o tratamento de 10 semanas (8 semanas para os fumadores moderados, ou para aqueles que reduziram a dose tal como descrito acima) deverá ser completado na totalidade. O tratamento com NiQuitin pode ser continuado por mais de 10 semanas para permanecer sem o hábito de fumar. No entanto, os doentes que utilizam os sistemas transdérmicos por mais de 9 meses devem procurar ajuda e aconselhamento junto de um profissional de saúde.

Os utilizadores de NiQuitin que continuaram ou voltaram a fumar poderão, mais tarde, voltar a fazer o esquema terapêutico.

Adolescentes e Crianças:

Os adolescentes (12 a 17 anos) devem seguir o esquema de tratamento dos adultos apresentado anteriormente para as fases 1, 2 e 3. Contudo, como os dados são escassos, a duração da terapia de substituição nicotínica neste grupo etário deve limitar-se às 12 semanas. Se for necessário tratamento prolongado, deve procurar-se aconselhamento junto de um profissional de saúde.
O NiQuitin não está recomendado para utilização em crianças com idade inferior a 12 anos.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos seus excipientes.

Os sistemas transdérmicos NiQuitin não devem ser utilizados por não fumadores, nem por fumadores ocasionais, nem por crianças com idade inferior a 12 anos.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Os riscos associados ao uso de terapia de substituição nicotínica são substancialmente ultrapassados em todas as circunstâncias pelos riscos bem estabelecidos de continuar a fumar.

Os doentes hospitalizados com enfarte do miocárdio, disritmia grave ou AVC que se consideram hemodinamicamente instáveis devem ser aconselhados a deixar de fumar sem recorrer a terapias farmacológicas. Se tal não resultar, poderá considerar-se o tratamento com Niquitin, mas como os dados de segurança são limitados para este grupo de doentes, a iniciação com este tratamento só deverá fazer-se sob vigilância médica. Assim que os doentes tenham alta do hospital podem continuar com a terapia de substituição nicotínica normalmente.

Diabetes Mellitus: os doentes com diabetes mellitus devem ser aconselhados a fazer a monitorização dos seus valores de glicemia de forma mais regular do que o habitual, quando se inicia a terapia de substituição nicotínica já que as catecolaminas libertadas pela nicotina podem afectar o metabolismo dos hidratos de carbono.

Reacções alérgicas: Susceptibilidade a angioedema e urticária.

Dermatite atópica ou eczematosa (devido à sensibilidade local do sistema transdérmico): no caso de sensibilidade local grave ou persistente no local de aplicação (ex. eritema grave, prurido ou edema) ou reacções dermatológicas generalizadas (ex. urticária, erupções ou rashs cutâneos generalizados), os doentes devem ser instruídos a interromper o tratamento com Niquitin e consultar o médico.

Sensibilização de contacto: os doentes com sensibilização de contacto devem ser advertidos de que pode acontecer uma reacção grave resultante de fumar ou da exposição a outros medicamentos contendo nicotina ou do acto de fumar.

Deve ser realizada uma avaliação risco-benefício por um profissional de saúde adequado para os doentes que sofrem de:
Disfunção renal e hepática: usar com precaução em doentes com disfunção hepática moderada a grave e/ou disfunção renal grave já que a depuração da nicotina ou dos seus metabolitos pode ser diminuída com o potencial aumento de efeitos adversos.

Feocromocitoma e hipertiroidismo não controlado: usar com precaução em doentes com hipertiroidismo não controlado ou feocromocitoma já que a nicotina causa a libertação das catecolaminas.

Perigo em crianças pequenas: as doses de nicotina toleradas por adultos e adolescentes fumadores podem produzir intoxicação grave em crianças pequenas que pode ser fatal. Os produtos contendo nicotina não devem ser deixados em locais onde possam ser empregues incorrectamente, manuseados ou ingeridos pelas crianças. Os sistemas transdérmicos usados devem ser dobrados em dois, com o lado adesivo para dentro e eliminados cuidadosamente.

Deixar de fumar: os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos presentes no fumo do tabaco induzem o metabolismo dos fármacos catalisados pelo CYP 1A2 (e possivelmente pelo CYP 1A1). Quando um fumador deixa de fumar, tal pode resultar num metabolismo mais lento e num consequente aumento do nível sanguíneo destes fármacos.

Dependência transferida: a dependência transferida é rara e é menos prejudicial e mais fácil de quebrar que a dependência do tabagismo.

Segurança no manuseamento:
O NiQuitin é, potencialmente, um irritante dermatológico e pode causar uma sensibilização de contacto. Deve ser manuseado com precaução, evitando o contacto em particular com os olhos e nariz. Depois do manuseamento deve lavar as mãos só com água, uma vez que o sabão pode aumentar a absorção de nicotina.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram definitivamente estabelecidas interacções clínicas relevantes entre a terapia de substituição nicotínica e outros fármacos. Contudo, é possível que a nicotina potencie os efeitos hemodinâmicos da adenosina.

4.6 Gravidez e aleitamento
Gravidez

Fumar durante a gravidez está associado a riscos tais como atraso do crescimento intra-uterino, parto prematuro ou nascimento de nados mortos. Deixar de fumar é a medida mais efectiva para melhorar a saúde da fumadora grávida e do seu bebé. Considera-se que o melhor será a abstinência precoce.

O ideal será conseguir deixar de fumar sem recorrer a uma Terapia de Substituição de Nicotina. No entanto, se a mulher fumadora não conseguir deixar de fumar sozinha, poderá ser recomendada a terapia de substituição nicotínica por um profissional de saúde durante a tentativa de cessação. O risco para o feto do uso de uma terapia de substituição nicotínica é inferior ao esperado com o fumo do tabaco pois a concentração plasmática máxima de nicotina é inferior e não há exposição adicional aos hidrocarbonetos policíclicos e ao monóxido de carbono.

Contudo, como a nicotina passa para o feto e afecta os movimentos respiratórios e tem um efeito dose-dependente na circulação placentária/fetal, a decisão sobre o uso de terapia de substituição nicotínica deve ser feita durante a gravidez o mais cedo possível. O objectivo será usar a terapia de substituição nicotínica durante apenas 2-3 meses.

Os medicamentos de dose intermitente poderão ser preferíveis já que estes aportam uma dose diária inferior à dos sistemas transdérmicos. No entanto, os sistemas transdérmicos podem ser preferíveis se a mulher sofrer de náuseas durante a gravidez. Se os sistemas transdérmicos forem usados, deverão ser removidos antes de ir deitar.

Aleitamento

A nicotina do fumo do tabaco e da terapia de substituição nicotínica é encontrada no leite materno. No entanto, a quantidade de nicotina à qual o lactente está exposto através da terapia de substituição nicotínica é relativamente baixa e menos prejudicial que o fumo em segunda mão que, de outra forma, estaria exposto.

Em comparação com os sistemas transdérmicos, o uso de terapia de substituição nicotínica de dose intermitente, poderá minimizar a quantidade de nicotina presente no leite materno já que o intervalo entre amamentar e administração da terapia de substituição nicotínica pode mais facilmente ser prolongado.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não são conhecidos efeitos de NiQuitin sistemas transdérmicos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Contudo, os utilizadores devem estar cientes que parar de fumar pode causar alterações de comportamento que o podem afectar neste aspecto.

4.8 Efeitos indesejáveis

A terapia de substituição nicotínica pode causar reacções adversas similares às associadas à nicotina administrada por outros meios, incluindo o tabagismo. Estas podem ser atribuídas aos efeitos farmacológicos da nicotina, algumas das quais são dose-dependentes.

Nas doses recomendadas, não foram descritos efeitos adversos graves com os sistemas transdérmicos Niquitin. O uso excessivo dos sistemas transdérmicos Niquitin por indivíduos não habituados a inalar fumo do tabaco pode conduzir a náuseas, desmaio ou cefaleias.
Os doentes que estão a deixar de fumar por qualquer forma poderão vir a sofrer de astenia, cefaleias, tonturas, tosse ou doença tipo influenza. Determinados sintomas notificados, como depressão, irritabilidade, nervosismo, inquietação, alterações do humor, ansiedade, sonolência, dificuldade de concentração, insónia e distúrbios do sono, poderão estar relacionados com os sintomas de abstinência associados à cessação do hábito de fumar.

Os seguintes efeitos indesejáveis foram relatados em ensaios clínicos ou em notificações espontâneas após comercialização.

As reacções no local de aplicação são as reacções adversas mais frequentes associadas a NiQuitin.

Doenças do Sistema Imunitário
Pouco frequentes (>1/1000; <1/100): hipersensibilidade* Perturbações do foro psiquiátrico
Muito frequentes (>1/10): perturbações do sono, incluindo sonhos invulgares e insónia Frequentes (>1/100; 1/10): nervosismo

Doenças do sistema nervoso
Muito frequentes (>1/10): cefaleias, tonturas
Frequentes (>1/100; <1/10): tremores

Cardiopatias
Frequentes (>1/100; <1/10): palpitações
Pouco frequentes (>1/1.000; < 1/100): taquicardia

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Frequentes (>1/100;< 1/10): dispneia, faringite, tosse

Perturbações gastrointestinais
Muito frequentes (>1/10): náusea, vómito
Frequentes (>1/100; <1/10): dispepsia, dor abdominal superior, diarreia, xerostomia, obstipação

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes (>1/100; <1/10): aumento da sudação
Muito raras (>1/100.000; <1/10.000): dermatite alérgica*, dermatite de contacto*

Afecções musculoesqueléticas e tecidos conjuntivos Frequentes (>1/100; <1/10): artralgia, mialgia

Perturbações gerais e alterações no local de administração Muito frequentes (>1/10): reacções no local de aplicação*
Frequentes (>1/100; <1/10): dor no peito, dores nos membros, dor, astenia, fadiga /mal-estar
Pouco frequentes (>1/1.000; <1/100): doenças tipo influenza *ver abaixo
As reacções no local de aplicação, incluindo exantema transitório, comichão, ardor, formigueiro, torpor, inchaço, dor e urticária são os efeitos indesejáveis mais frequentes do sistema Niquitin. A maioria destas reacções tópicas é menor e resolve-se rapidamente após a interrupção do uso do penso. Poderão ser relatadas dor ou sensação de peso no membro ou na área circundante (ex: tórax) à aplicação do sistema transdérmico.

Também foram relatadas reacções de hipersensibilidade, incluindo dermatite de contacto e dermatite alérgica. No caso de reacções no local de aplicação severas ou persistentes (ex: eritema severo, prurido ou edema) ou reacções generalizadas da pele (ex: urticária, erupções ou rash cutâneo generalizado), os doentes devem ser aconselhados a interromper a utilização de Niquitin e a contactar o seu médico.

Se houver um aumento clinicamente significativo dos efeitos cardiovasculares ou de outros efeitos atribuídos à nicotina, a dose de Niquitin deve ser reduzida ou o seu uso descontinuado.

4.9 Sobredosagem

Sintomas: A dose letal mínima de nicotina num adulto não-tolerante foi estimada em 40 a 60mg. Os sintomas intoxicação aguda com nicotina incluem náusea, salivação, dor abdominal, diarreia, sudação, cefaleias, tonturas, perturbações auditivas e marcada fraqueza. Em casos extremos, estes sintomas podem ser seguidos por hipotensão, pulsação rápida ou irregular, dificuldades respiratórias, prostração, colapso circulatório e convulsões terminais.

Tratamento de uma sobredosagem: Qualquer administração de nicotina deve ser imediatamente interrompida e o doente deve receber tratamento sintomático. Se necessário, deve instituir-se respiração artificial com oxigénio. O carvão activado reduz a absorção gastrointestinal de nicotina.

Sobredosagem por exposição tópica:
O sistema NiQuitin deverá ser removido imediatamente se o paciente mostrar sinais de sobredosagem e este deverá procurar imediatamente assistência médica. A superfície cutânea pode ser lavada com água e seca. Não se deve utilizar sabão, pois este aumenta a absorção de nicotina.

A nicotina continuará a ser libertada no fluxo sanguíneo durante várias horas depois da remoção do sistema, devido ao depósito de nicotina que permanece na pele.

5. Propriedades Farmacológicas Do NiQuitin

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 2.13.3 – Sistema Nervoso Central. Outros medicamentos com acção no Sistema Nervoso Central. Medicamentos para tratamento da dependência de drogas.

Código ATC: N07BA01

A nicotina, o alcalóide principal dos produtos à base de tabaco é um fármaco de origem natural, é um agonista dos receptores da nicotina no sistema nervoso periférico e central e tem efeitos pronunciados no SNC e cardiovasculares. A abstinência de nicotina nos sujeitos com o hábito de fumar caracteriza-se pelo desejo intenso de fumar, nervosismo, agitação, irritabilidade humor instável, ansiedade, sonolência, perturbações no sono, dificuldades de concentração, aumento do apetite, queixas somáticas menores (cefaleias, mialgias, obstipação e fadiga) e aumento de peso.

Os sintomas de abstinência, tais como o desejo incontrolável de fumar, podem ser controlados nalguns indivíduos pela manutenção de níveis plasmáticos estáveis mais baixos que os do fumador.

Em ensaios clínicos controlados, ocorreu um alívio dos sintomas da abstinência de nicotina bem como dos referidos desejos. A intensidade dos desejos foi reduzida pelo menos em 35% durante todos os momentos do dia, durante as primeiras duas semanas de abstinência, comparativamente ao placebo (p<0.05).

5.2 Propriedades farmacocinéticas
Absorção

Após aplicação transdérmica, a pele absorve rapidamente a nicotina inicialmente libertada pelo sistema transdérmico adesivo. As concentrações plasmáticas de nicotina atingem o plateau dentro de 2 a 4 horas depois da aplicação inicial de NiQuitin com concentrações plasmáticas relativamente constantes persistindo durante 24 horas ou até o sistema transdérmico ser removido. Aproximadamente 68% da nicotina libertada do sistema transdérmico entra na circulação sistémica e o restante da nicotina libertada perde-se via vaporização através dos rebordos do sistema transdérmico.

Com a aplicação diária contínua de NiQuitin (usado por 24 horas), são atingidas concentrações plasmáticas estáveis de nicotina após a segunda aplicação de NiQuitin e estas concentrações dependentes da dose são mantidas todo o dia. Estas concentrações máximas do estado estacionário são aproximadamente 30% superiores às atingidas após uma aplicação única de NiQuitin.
As concentrações plasmáticas de nicotina são proporcionais à dose para as três concentrações de NiQuitin. As concentrações plasmáticas médias de nicotina no estado estacionário são aproximadamente de 17 ng/ml para o sistema transdérmico de 21 mg/dia, de 12 ng/ml para o sistema transdérmico de 14 mg/dia e 6 ng/ml para o sistema transdérmico de 7 mg/dia. Para comparação: fumar cigarros de meia em meia hora produz concentrações plasmáticas máximas de aproximadamente 44ng/ml.

O pico inicial acentuado nos níveis sanguíneos de nicotina que se observa com a inalação do fumo do cigarro não ocorre com o NiQuitin.

Distribuição

Após a remoção de NiQuitin, as concentrações plasmáticas de nicotina decrescem com uma semi-vida aparente de 3 horas, em comparação com duas horas para administração IV, devido à absorção contínua de nicotina a partir do depósito na pele. Se o NiQuitin for removido, a maioria dos doentes que não tenham fumado terá concentrações de nicotina não detectáveis em 10 a 12 horas.

Uma dose de nicotina marcada com radioisótopo em administração intravenosa demonstrou uma distribuição de radioactividade correspondendo ao volume sanguíneo, sem nenhum órgão a captar selectivamente nicotina. O volume de distribuição da nicotina é de aproximadamente 2.51/kg.

Metabolismo

O maior órgão de eliminação é o fígado e a depuração plasmática média é de cerca de 1.2 1/min.; o rim e o pulmão também metabolizam a nicotina. Foram identificados mais de 20 metabolitos da nicotina, acreditando-se que todos eles sejam farmacologicamente inactivos. Os metabolitos principais são a cotinina e a trans-3-hidroxicotinina. As concentrações plasmáticas estáveis de cotinina excedem a nicotina em 10 vezes. A semi-vida da nicotina varia de 1 a 2 horas e a da cotinina entre 15 e 20 horas.

Excreção

Tanto a nicotina como os seus metabolitos são excretados através dos rins e cerca de 10% da nicotina é excretada sob a forma inalterada na urina. Pode ser excretada na urina até 30% com taxas de filtração e acidificação urinária máximas (pH<5).

Não há qualquer diferença na cinética da nicotina entre homens e mulheres a usar NiQuitin. Os homens obesos a utilizar NiQuitin tiveram níveis AUC e Cmax. significativamente menores que os homens de peso normal. A regressão linear dos níveis AUC vs. peso corporal total demonstrou a relação inversa prevista (decréscimo do AUC à medida que o peso aumenta). A cinética da nicotina foi semelhante para todas as áreas de aplicação na pele da parte superior do corpo e face exterior do braço.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A toxicidade geral da nicotina é bem conhecida e é tida em consideração na posologia recomendada. A nicotina não demonstrou ser mutagénica em ensaios apropriados. Os resultados dos ensaios de carcinogenicidade não forneceram evidência clara sobre o efeito tumorogénicos da nicotina. Nos estudos feitos em fêmeas grávidas animais, a nicotina demonstrou uma toxicidade maternal, e consequente toxicidade fetal, ligeira.

Outros efeitos adicionais incluíram ainda atraso do crescimento pré e pós natal e atrasos e alterações no desenvolvimento pós-natal do SNC. Estes efeitos só foram evidentes após exposição a níveis de nicotina mais elevados que aqueles que resultam da utilização, na posologia recomendada, de NiQuitin. Não foram estabelecidos os efeitos sobre a fertilidade.

6. Informações Farmacêuticas Do NiQuitin

6.1 Lista dos excipientes

Reservatório do fármaco: Copolímero de etileno e acetato de vinilo
Revestimento posterior oclusivo: Polietileno/ alumínio/ tereftalato de polietileno/ etileno
e acetato de vinilo
Membrana do controlo do índice de libertação: Película de polietileno Adesivo de contacto: Polisobutileno 1200000 e 35000 Camada protectora: Película de poliester siliconizado Tinta de impressão: Castanho SunSharp PMS 465

6.2 Incompatibilidades
Não aplicável

6.3 Prazo de validade
Três anos

6.4 Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 25°C

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente
Cada sistema transdérmico está inserido numa carteira laminada.
7 ou 14 sistemas transdérmicos numa caixa. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Não existem requisitos especiais

7. Titular da Autorização de Introdução no Mercado
GlaxoSmithKline Consumer Healthcare Produtos para a Saúde e Higiene, Lda. R. Dr. António Loureiro Borges n.°3 Aquiparque Miraflores 1495-131 Algés

8. N° de Autorização de Introdução no Mercado
(Nos de Registo do Medicamento)

2955680 (7 carteiras) e 2955789 (14 carteiras)

9. Data da Primeira Autorização ou Renovação de Autorização de Introdução no Mercado

16 de Julho 1999

10. Data da Revisão (parcial) do Texto
24-02-2009