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Cloridrato de nafazolina Fosfato de antazolina Outros vasoconstritor

Alergiftalmina bula do medicamento

Neste folheto:
1. O que é Alergiftalmina e para que é utilizado
2. Antes de utilizar Alergiftalmina
3. Como utilizar Alergiftalmina
4. Efeitos secundários Alergiftalmina
5. Como conservar Alergiftalmina
6. Outras informações

Alergiftalmina 5 mg/ml / 0,5 mg/ml Colírio, Solução
Fosfato de antazolina /Cloridrato de nafazolina
Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.
-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
-Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
-Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

1. O QUE É Alergiftalmina E PARA QUE É UTILIZADO
Grupo fármaco-terapêutico: 15.2.3 Medicamentos Usados em Afecções
Oculares. Anti-inflamatórios. Outros anti-inflamatórios, descongestionantes e antialérgicos.
Alergiftalmina, colírio, solução, está indicado no tratamento tópico das conjuntivites agudas e crónicas de origem alérgica.

2. ANTES DE UTILIZAR Alergiftalmina
Não utilize Alergiftalmina
-Se tem alergia (hipersensibilidade) às substâncias activas ou a qualquer outro componente de Alergiftalmina.
-Se tem predisposição a glaucoma de ângulo fechado, sobretudo se o epitélio está lesado por doença ou por tonometria.

Tome especial cuidado com Alergiftalmina
-Evitar o uso prolongado e indiscriminado do medicamento, dado o risco de sobredosagem.
-Os doentes com história clínica envolvendo hipertensão, perturbações cardíacas, hiperglicémia ou hipertrofia prostática deverão ser tratados com precaução.
-O uso do medicamento em crianças deverá ser evitado ou reservado a situações extremas, dado o risco de ocorrerem efeitos sistémicos.

Utilizar Alergiftalmina com outros medicamentos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
A administração concomitante de simpaticomiméticos e de inibidores da MAO pode resultar numa reacção hipertensiva grave. Esta reacção não foi, contudo, reportada especificamente para a nafazolina.

Gravidez e aleitamento
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
A segurança da utilização do fosfato de antazolina e do cloridrato de nafazolina durante a gravidez e aleitamento não está totalmente estabelecida.
O seu uso, deverá ser controlado directamente pelo médico, que deve avaliar a razão benefício/risco mais favorável para cada caso.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Informações importantes sobre alguns componentes de Alergiftalmina
Este medicamento contém cloreto de benzalcónio, o qual pode causar irritação ocular.
Evitar o contacto com lentes de contacto moles.
Remover as lentes de contacto antes da aplicação e esperar pelo menos 15 minutos antes de as recolocar.
Passível de descolorar lentes de contacto moles.

3. COMO UTILIZAR Alergiftalmina
Uso oftálmico.
Utilizar Alergiftalmina sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Como média, recomenda-se a aplicação de uma a três gotas de Alergiftalmina, colírio, solução, de quatro em quatro horas.
Uso ocular. O modo de administração, consiste em aplicar a dose de Alergiftalmina, colírio, solução, indicada pelo médico, no fundo de saco conjuntival do(s) olho(s) afectado(s). Evitar o contacto do frasco com o olho.
Se utilizar mais Alergiftalmina do que deveria
Caso surjam sintomas como depressão do Sistema Nervoso Central (SNC), sonolência, decréscimo da temperatura corporal, bradicardia (retardamento das contracções cardíacas), sudação e choque deve ser imediatamente procurada assistência médica / hospitalar.
Caso se tenha esquecido de utilizar Alergiftalmina
Não utilize um adose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar. Em caso de dúvidas, deverá contactar o seu médico assistente ou farmacêutico.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS Alergiftalmina
Como todos os medicamentos, Alergiftalmina pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.
Alergiftalmina, colírio, solução, raramente apresenta efeitos indesejáveis.
Contudo, a sensação de ardor e queimadura, bem como de hiperémia reactiva, pode ocorrer com dosagem excessiva e/ou uso muito frequente ou prolongado;
Ocasionalmente pode desenvolver-se midríase, particularmente em pacientes com irites ligeiras, portadores de lentes de contacto ou indivíduos que apresentam abrasões da córnea; em indivíduos predispostos, a midríase pode precipitar uma crise aguda de glaucoma de ângulo fechado.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR Alergiftalmina
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Conservar na embalagem de origem.
Manter o frasco conta-gotas bem fechado.
Validade após a primeira abertura do frasco conta-gotas: 28 dias.
Não utilize Alergiftalmina após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco conta-gotas e na embalagem exterior após “VAL”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES
Qual a composição de Alergiftalmina
-As substâncias activas são: Fosfato de antazolina, Cloridrato de nafazolina. Um mililitro de colírio, solução contém 5 mg de fosfato de antazolina e 0,5 mg de cloridrato de nafazolina.
-Os outros componentes são: cloreto de sódio, hipromelose, fosfato monossódico mono-hidratado, fosfato dissódico di-hidratado, cloreto de benzalcónio, ácido clorídrico 1 M (q.b.p. pH 5,0-6,0), hidróxido de sódio a 10% (q.b.p. pH 5,0-6,0) e água para preparações injectáveis.
Qual o aspecto de Alergiftalmina e conteúdo da embalagem
Alergiftalmina apresenta-se na forma farmacêutica de colírio, solução, límpido, incolor, acondicionado em frasco conta-gotas de LDPE branco com tampa de HDPE.
Embalagem com um frasco conta-gotas contendo 10 ml de colírio, solução.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado
DAVI II – Farmacêutica, S.A.
Estrada Consiglieri Pedroso, nº 71, Edificio D, 3º andar
2730-055 Queluz de Baixo – Barcarena
Portugal

Fabricante
Labesfal – Laboratórios Almiro, S.A.
Lagedo – Santiago de Besteiros
3465-157 Campo de Besteiros
Portugal
Este folheto foi aprovado pela última vez em: 08-01-2008

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Enxofre

Acnederma bula do medicamento

Neste folheto:

1. INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
2. EFEITOS SECUNDÁRIOS ACNEDERMA
3. PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO
4. POSOLOGIA ACNEDERMA
5. OUTRAS INFORMAÇÕES

ACNEDERMA 30 mg/g creme
FOLHETO INFORMATIVO

DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO
COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada 50 g de creme contém:
Enxofre ……………. 1,5 g
Excipiente q.b.p. ………………. 50,0 g

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
ACNEDERMA apresenta-se em bisnagas com 50 g de creme.

CATEGORIA FÁRMACO-TERAPÊUTICA
Grupo Farmacoterapêutico: 13.4.2.1 – De aplicação Tópica
Código ATC: D 10 AB 02

1. INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Acne ligeiro a moderado.

CONTRA-INDICAÇÕES
Pele seca e escamosa.
Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes.

2. EFEITOS SECUNDÁRIOS ACNEDERMA
Irritação da pele.

INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERACÇÃO
O uso de outros medicamentos tópicos anti-acne e produtos cosméticos adstringentes, simultânea ou imediatamente após o uso de ACNEDERMA, pode produzir secura excessiva e irritação da pele, pelo que deve ser evitado.

3. PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO
Contém cloreto de Benzalcónio e Propilenoglicol os quais podem causar irritação cutânea.
Usar apenas nas áreas afectadas. Evitar o contacto com os olhos. Não usar em grandes áreas do corpo.

GRAVIDEZ E ALEITAMENTO
Não existem estudos que permitam a sua utilização com segurança na gravidez, lactação.

EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE CONDUZIR E UTILIZAÇAR MÁQUINAS
Não se aplica.

LISTA DOS EXCIPIENTES:
Cloreto de benzalcónio, miristato de isopropilo, deymuls K, dióxido de titânio (E171), resorcina, óxido de zinco, parafina liquida e sólida, propilenoglicol, vaselina filante, óxido de ferro (E172), alfazema e água purificada.

4. POSOLOGIA ACNEDERMA

Aplicação exclusivamente tópica.
Limpar cuidadosamente a pele antes de utilizar. Aplicar 2 a 3 vezes por dia, uma quantidade suficiente para cobrir, com uma fina camada, as zonas afectadas. Espalhar suavemente. Se a pele secar demasiado, reduzir para 1 ou 2 aplicações diárias.

MOMENTO MAIS FAVORÁVEL À ADMINISTRAÇÃO DO MEDICAMENTO
Sem indicação especial.

DURAÇÃO DO TRATAMENTO MÉDIO
Dependente da resposta ao tratamento.

ATITUDE A TOMAR QUANDO FOR OMITIDA UMA OU MAIS DOSES
Reiniciar o tratamento da forma habitual.

MEDIDAS A ADOPTAR EM CASO DE SOBREDOSAGEM E/OU NTOXICAÇÃO
Não estão relatados casos de sobredosagem e/ou intoxicação com o ACNEDERMA.

CASO SE OBSERVEM EFEITOS INDESEJÁVEIS NÃO INDICADOS NESTE FOLHETO, ESTES DEVEM SER COMUNICADOS AO MÉDICO E/OU AO SEU FARMACÊUTICO

5. OUTRAS INFORMAÇÕES

MANTER FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS
VERIFIQUE O PRAZO DE VALIDADE INSCRITO NA EMBALAGEM
CONSERVAR A TEMPERATURA INFERIOR A 25ºC
TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Confar – Consórcio Farmacêutico, Lda.
Rua Félix Correia, 1-B
1500-271 Lisboa

DATA DA REVISÃO DESTE FOLHETO: 15-10-2008

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Dexametasona Tobramicina

Tobradex 1 mg/ml 3 mg/ml bula do medicamento

Neste folheto:
1. O que é TOBRADEX Colírio e para que é utilizado
2. Antes de utilizar TOBRADEX Colírio
3. Como utilizar TOBRADEX Colírio
4. Efeitos secundários TOBRADEX Colírio
5. Conservação de TOBRADEX Colírio
6. Outras informações

TOBRADEX 1 mg/ml+ 3 mg/ml

Colírio, suspensão

Dexametasona e tobramicina

Leia atentamente este folheto antes de utilizar o medicamento. Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

1. O QUE É TOBRADEX COLÍRIO E PARA QUE É UTILIZADO

O nome deste medicamento é TOBRADEX.

TOBRADEX Colírio contém dexametasona, um esteróide que ajuda a reduzir a inflamação ocular e tobramicina, um antibiótico activo contra uma grande variedade de organismos que podem infectar o olho.

TOBRADEX Colírio é utilizado para reduzir a inflamação (que pode ser caracterizada por inchaço, rubor e dor) e a infecção bacteriana ocular (germes) que pode resultar após uma cirurgia às cataratas.

TOBRADEX é um colírio, suspensão acondicionado num frasco de plástico de 5 ml. Cada ml contém 3 mg de tobramicina e 1 mg de dexametasona.

2. ANTES DE UTILIZAR TOBRADEX COLÍRIO

Não utilize TOBRADEX Colírio, suspensão:

se tem uma inflamação ou infecção causada por vírus (incluindo herpes simplex, vacínia, varicela e muitas outras), fungos ou micobactérias (como a tuberculose); se tem infecções purulentas oculares não tratadas.

– se alguma vez teve uma reacção invulgar ou alérgica à tobramicina ou dexametasona, ou a qualquer outro ingrediente descrito na secção “Outros ingredientes” deste folheto.

Tome especial cuidado com TOBRADEX Colírio, suspensão

– utilize este medicamento apenas no(s) seu(s) olho(s)

– não utilize este medicamento por mais de 24 dias, uma vez que o uso de esteróides por longos períodos de tempo pode causar um aumento de pressão no(s) seu(s) olho(s) (hipertensão ocular/glaucoma), turvação do cristalino do olho (cataratas), ou aumento do risco de vir a desenvolver uma infecção adicional no(s) olho(s), incluindo infecções fúngicas e virais da córnea (porção transparente frontal do olho).

– se sofre de alguma patologia causadora de diminuição da espessura dos tecidos oculares, a utilização de um esteróide tópico poderá causar perfuração do globo ocular. é recomendado que o seu médico monitorize a sua pressão ocular frequentemente.

Em alguns doentes pode ocorrer sensibilidade aos aminoglicosídeos aplicados topicamente. Se surgir qualquer reacção de hipersensibilidade, a utilização deve ser descontinuada.

Por favor contacte o seu médico mesmo que uma destas situações lhe tenha sido aplicável no passado.

Gravidez

Os efeitos de TOBRADEX Colírio, suspensão na gravidez e no feto não são conhecidos. Assim, o produto só deve ser usado se for claramente necessário.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar qualquer medicamento.

Aleitamento

Devem ser tomados cuidados, uma vez que é sempre possível que os fármacos passem para o leite materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar qualquer medicamento. Condução de veículos e utilização de máquinas:

Se sentir a visão temporariamente enevoada após a utilização de TOBRADEX Colírio deve aguardar que este sintoma desapareça antes de conduzir ou utilizar máquinas.

Informação importante acerca de alguns dos ingredientes de TOBRADEX Colírio

– Se utiliza lentes de contacto: não utilize o colírio enquanto tiver as lentes colocadas. Um conservante existente no TOBRADEX Colírio (cloreto de benzalcónio) pode causar irritação ocular e sabe-se que pode alterar a cor de lentes de contacto hidrófilas. Deverá aguardar pelo menos 15 minutos após a utilização deste medicamento antes de voltar a colocar as suas lentes de contacto.

Utilizar TOBRADEX Colírio com outros medicamentos:

Apesar do TOBRADEX Colírio não ter evidenciado efeitos sobre outros medicamentos que possa estar a tomar, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.

Se se encontra a utilizar mais do que um medicamento de uso ocular, espere 10 minutos entre cada aplicação.

Tome em atenção que estas indicações também podem ser aplicáveis a produtos usados há algum tempo atrás ou a ser utilizados no futuro.

3. COMO UTILIZAR TOBRADEX COLÍRIO

Utilizar TOBRADEX Colírio sempre de acordo com as instruções do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose habitual é uma gota no(s) olho(s) afectado(s) cada quatro a seis horas durante o período em que estiver acordado. Durante as 48 horas iniciais, o seu médico pode aumentar a dosagem para uma gota cada duas horas. Siga estas instruções a menos que o seu médico ou a rotulagem da cartonagem exterior do medicamento lhe indiquem o contrário.

O seu médico indicar-lhe-á durante quanto tempo deverá utilizar este medicamento. O tratamento deve prosseguir durante o período recomendado, mesmo que os sintomas tenham desaparecido.

Instruções para a instilação das gotas

1. Após lavar as mãos, agite bem o frasco e retire a tampa. Segure o frasco entre o polegar e o dedo médio.

2. Incline a cabeça para trás e, com um dedo limpo, puxe cuidadosamente para baixo a pálpebra inferior de modo a formar uma bolsa entre a pálpebra e o olho. Aproxime o conta-gotas do olho, sem contudo lhe tocar. Um espelho pode ser útil.

3. Uma ligeira pressão do dedo indicador na base do frasco fará cair uma gota de suspensão de cada vez. NÃO TOQUE COM A PONTA DO RECIPIENTE NO OLHO OU NA PÁLPEBRA E NÃO TOQUE COM OS DEDOS NO CONTA-GOTAS. Se não acertar com a gota no olho, tente novamente. Feche suavemente os olhos durante alguns segundos.

4. Volte a colocar a tampa após a aplicação. Mantenha o recipiente bem fechado quando não estiver a ser utilizado.

TOBRADEX Colírio é apenas para uso ocular.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que TOBRADEX Colírio é demasiado forte ou demasiado fraco.

Se utilizar mais TOBRADEX Colírio do que deveria:

Se aplicou uma dose excessiva deste medicamento, pode removê-la do(s) olho(s) com água tépida.

Caso se tenha esquecido de utilizar TOBRADEX Colírio:

Se se esquecer de aplicar uma dose deste medicamento, NÃO SE PREOCUPE. Aplique a dose seguinte o mais depressa possível. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, salte a dose esquecida e retome o esquema normal da aplicação do medicamento.

Não aplique uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de aplicar.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como os demais medicamentos, TOBRADEX Colírio pode ter efeitos secundários.

Poderá apresentar os seguintes sintomas no seu olho:

  • ardor ou sensação de picada temporários no momento da instilação, desconforto;
  • dor irritação, comichão, inchaço ou vermelhidão do olho ou das pálpebras, reacções alérgicas locais
  • visão enevoada, sensibilidade à luz
  • sensação da presença de algo no seu olho (sensação de corpo estranho), secura ocular aumento da pressão ocular, aumento do lacrimejo.

Poderá apresentar os seguintes sintomas noutras partes do seu corpo:

dor de cabeça, corrimento nasal, desconforto ou sensação de aperto na garganta

Longos períodos de tratamento podem aumentar o risco de aparecimento dos possíveis efeitos secundários como o aumento da pressão ocular e infecções oculares adicionais (ver “Tome especial cuidado com TOBRADEX Colírio”)

Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. CONSERVAÇÃO DE TOBRADEX COLÍRIO

Manter TOBRADEX Colírio fora do alcance e da vista das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize este medicamento após expirar o prazo de validade indicado (após a palavra “Val.” no frasco e na cartonagem).

Rejeite o medicamento quatro semanas após a primeira abertura do recipiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o titular da autorização de introdução no mercado.

As substâncias activas são a tobramicina 0,3% (p/v) e a dexametasona 0,1% (p/v).

Outros ingredientes: cloreto de benzalcónio 0,01% (p/v) (como conservante), edetato dissódico, tiloxapol, cloreto de sódio, sulfato de sódio anidro, hidroxietilcelulose e água purificada. Pequenas quantidades de ácido sulfúrico e hidróxido de sódio podem ter sido adicionadas para ajustar o pH do produto.

O Titular de Autorização de Introdução no Mercado do TOBRADEX Colírio é a Alcon Portugal – Produtos e Equipamentos Oftalmológicos, Lda, Quinta da Fonte, Edifício D. Sancho I – Piso 3, Rua dos Malhões, n° 4, 2770-071 Paço D’Arcos, Portugal.

Este folheto foi aprovado pela última vez em 30-09-2005.

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Latanoprost

Xalatan bula do medicamento

Neste folheto:

1. O que é Xalatan e para que é utilizado
2. Antes de utilizar Xalatan
3. Como utilizar Xalatan
4. Efeitos secundários Xalatan
5. Como conservar Xalatan
6. Outras informações

Xalatan 50 ulg/ml

Colírio, solução

Latanoprost

Leia atentamente este folheto antes de utilizar o medicamento. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

1. O QUE É XALATAN E PARA QUE É UTILIZADO

O nome do seu medicamento é Xalatan 0,005% colírio, solução. A substância activa do Xalatan faz parte de um grupo de medicamentos conhecido como prostaglandinas. O Xalatan diminui a pressão intra-ocular por aumento da drenagem natural do fluído do interior do seu olho para a corrente sanguínea.

O Xalatan é utilizado para tratar um tipo de glaucoma chamado glaucoma de ângulo aberto e também para tratar uma situação conhecida como hipertensão ocular. Ambas as situações estão associadas a um aumento de pressão no interior do seu olho e poderão eventualmente afectar a sua visão.

2. ANTES DE UTILIZAR XALATAN

Não utilize Xalatan

-se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Xalatan.

Tome especial cuidado com Xalatan

  • se sofre de asma grave, ou a sua situação asmática não está bem controlada se está a utilizar qualquer outro colírio ou a tomar qualquer outro medicamento se tem olhos secos ou problemas da córnea
  • se usa lentes de contacto. Não utilize as gotas com as lentes colocadas. Espere pelo menos 15 minutos após a aplicação do colírio antes de voltar a colocar as suas lentes.
  • se está grávida, pensa que poderá estar grávida ou planeia ficar grávida se está a amamentar um bebé
  • se vai ser submetido ou foi submetido a uma cirurgia ocular

Utilizar Xalatan com outros medicamentos

Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

O Xalatan não deverá ser utilizado durante a gravidez. O Xalatan não deverá ser utilizado por mulheres que amamentam, ou deverá suspender-se o aleitamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Tal como com qualquer outro colírio, se a sua visão ficar turva quando aplica as gotas, espere um momento até que este efeito desapareça, antes de conduzir ou trabalhar com máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Xalatan

O Xalatan contém um componente, o cloreto de benzalcónio, que pode causar irritação ocular e pode descolorar as lentes de contacto maleáveis. Deve retirar as lentes de contacto antes da aplicação de Xalatan, podendo ser recolocadas 15 minutos após a aplicação (ver secção 4. Efeitos indesejáveis possíveis).

3. COMO UTILIZAR XALATAN

Utilizar Xalatan sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose habitual é uma gota de Xalatan no(s) olho(s) afectado(s), uma vez por dia. A melhor altura para fazer a administração é à noite. Se tiver de utilizar outro colírio, deverá esperar pelo menos 5 minutos antes de o aplicar.

Esta é a dose usual para adultos, incluindo doentes idosos. Não é recomendada a administração de Xalatan a crianças.

Os passos que se seguem vão ajudá-lo a utilizar correctamente o Xalatan:

  • Lave as mãos e sente-se ou coloque-se numa posição confortável.
  • Rode e retire o invólucro de protecção externa
  • Retire a tampa interna.
  • Com o dedo puxe cuidadosamente para baixo a pálpebra inferior do olho afectado.
  • Coloque a extremidade do conta-gotas próximo do seu olho, mas de modo a não lhe tocar.
  • Pressione o frasco suavemente de forma a que apenas uma gota entre no seu olho, depois liberte a pálpebra inferior.
  • Com um dedo pressione o canto do olho. Pressione durante 1 minuto, enquanto mantém o olho fechado.
  • Repita esta operação no outro olho, se o seu médico lhe tiver dito para o fazer.
  • Coloque de novo a tampa no frasco.

Tempo de duração do tratamento:

Deverá utilizar Xalatan durante o período de tratamento indicado pelo seu médico. Se utilizar mais Xalatan do que deveria

Deverá ter cuidado quando pressiona o frasco, de forma a administrar apenas uma gota no olho afectado. Se administrar gotas em excesso poderá sentir uma ligeira irritação. Se o Xalatan for ingerido acidentalmente, deverá contactar o seu médico.

Caso se tenha esquecido de utilizar Xalatan

Se se esquecer de administrar o medicamento na devida altura, espere até que perfaça o tempo para a próxima administração. Não aplique uma gota extra no seu olho, com o objectivo de substituir a que tenha esquecido.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS XALATAN

Como todos os medicamentos, Xalatan pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

O Xalatan poderá causar uma lenta alteração na cor do seu olho ao fim de um certo tempo de utilização e esta alteração pode tornar-se permanente. A íris poderá tornar-se mais castanha e mais escura. O Xalatan poderá causar também o escurecimento das suas pestanas, tornando-as mais espessas e mais longas do que normalmente. Por vezes as pestanas podem crescer na direcção “errada”.Informe o seu médico se as pestanas lhe causarem irritação. As suas pestanas podem voltar a crescer normalmente, depois de parar o tratamento com Xalatan. Xalatan pode causar um crescimento anormal de pelos nas suas pálpebras.

Um pequeno número de pessoas notou que as pálpebras ou a pele à volta dos olhos escureceram após o uso por algum tempo de Xalatan. Estas alterações poderão ser mais evidentes se estiver a tratar apenas um dos olhos.

Poderá sentir uma ligeira sensação semelhante à que experimenta quando tem algo estranho no (s) seu (s) olho (s). Poderá lacrimejar e ficar com o (s) olho (s) vermelho (s) ou com sensação de dor. A (s) sua (s) pálpebra (s) poderá (ão) parecer inchada (s). Poderá sentir os olhos secos.

Tal como com qualquer outro colírio, se a sua visão ficar turva quando aplica as gotas, espere um momento até que este efeito desapareça, antes de conduzir ou trabalhar com máquinas.

Algumas pessoas notaram alterações de visão que nem sempre ocorreram logo após a administração das gotas. Estas alterações podem dificultar a leitura e a capacidade de visualizar detalhes. Se esta situação lhe acontecer não utilize mais as gotas e contacte o seu médico imediatamente.

Por outro lado, a sua visão pode ficar turva e o (s) seu (s) olho (s) vermelho (s) e com a sensação de irritação/dor. Por outro lado, as suas pálpebras podem estar inchadas, empoladas ou inflamadas. É pouco provável que estas situações ocorram, mas se tal acontecer não utilize mais gotas e contacte o seu médico imediatamente.

Um pequeno número de pessoas apresentou dificuldades respiratórias, respiração ofegante e tensão no peito. Se está preocupado com qualquer alteração na sua respiração desde que iniciou o tratamento com Xalatan, Fale com o seu médico logo que possível.

Um número muito pequeno de pessoas apresentou um agravamento das suas dores no peito e agravamento de situações de angina pré-existentes.

Algumas das pessoas que utilizam o Xalatan desenvolveram erupção cutânea. Um pequeno número de pessoas desenvolveu erupção cutânea nas pálpebras.

Têm existido notificações de doentes que sentiram palpitações. Isto é, sentir o seu ritmo cardíaco ou sentir o coração a bater com irregularidade.

Têm existido notificações espontâneas de pós-comercialização que incluem os seguintes efeitos secundários: dores de cabeça, tonturas, palpitações, dor muscular e dor nas articulações.

O conservante da solução oftálmica, cloreto de benzalcónio, poderá ser absorvido pelas lentes de contacto hidrófilas (maleáveis). As lentes devem ser removidas antes da aplicação das gotas, podendo ser recolocadas 15 minutos após a aplicação.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR XALATAN

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Xalatan após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Antes da abertura do Xalatan mantenha a embalagem no frigorífico (entre +2°C e +8°C), protegida da luz directa. Após a abertura do frasco, o Xalatan pode ser mantido à temperatura ambiente (abaixo dos 25°C). O conteúdo de cada frasco poderá ser utilizado durante o período de quatro semanas após a abertura; passado este prazo deverá ser inutilizado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Xalatan

A substância activa é latanoprost 50 microgramas/ml (0,005% p/v).

Os outros componentes são cloreto de benzalcónio, cloreto de sódio, dihidrogenofosfato de sódio monohidratado, fosfato dissódico anidro, água para preparações injectáveis

Qual o aspecto de Xalatan e conteúdo da embalagem

O Xalatan apresenta-se sob a forma de solução oftálmica (colírio) para utilizar apenas nos seus olhos.

Cada frasco com conta-gotas contém 2,5 ml de colírio, correspondendo a aproximadamente 80 gotas de solução. Cada embalagem contém 1 frasco.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado Laboratórios Pfizer, Lda. Lagoas Park Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Este folheto foi aprovado pela última vez em 30-10-2007.

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Oxerrutinas

Venoruton Gel bula do medicamento

Neste folheto:

1. Indicações terapêuticas

2. Efeitos secundários Venoruton

3. Advertências e Precauções especiais de utilização

4. Posologia Venoruton

5. Outras informações

Venoruton 20 mg/g

Gel

Oxerrutinas

1. Indicações terapêuticas

Tratamento tópico dos sintomas relacionados com a Insuficiência Venosa Crónica (IVC), como dor, cansaço, edema, caimbras, parestesias (picadas, dormência) e sensação de peso nos membros inferiores

Contra-indicações

Está contra indicado em caso de hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes.

Não há restrições à utilização em idosos.

Não está indicado em crianças.

2. Efeitos secundários Venoruton

O Venoruton gel é bem tolerado. Foram observados casos raros de sensibilização com reacções cutâneas. Os sintomas desaparecem com a interrupção do tratamento.

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção Não há referência.

3. Advertências e Precauções especiais de utilização

Caso os sintomas não melhorem o doente deve recorrer ao seu médico. Venoruton não deve ser usado no tratamento de edema de causa cardíaca , renal ou hepática. Nestes casos o tratamento deve ser dirigido à causa subjacente.

Evitar a aplicação sobre feridas não cicatrizadas e olhos

Uso durante a gravidez e aleitamento

Nos estudos animais não se observaram sinais de teratogenecidade. Embora não disponhamos de estudos com a forma tópica, nos estudos em grávidas efectuados com as formas orais, não foram referidas anomalias fetais atribuíveis ao Venoruton.

De acordo com o geralmente aceite por segurança, recomenda-se não usar o Venoruton gel durante os 3 primeiros meses de gravidez, a não ser em caso de prescrição médica em que o factor benefício seja superior ao factor risco.

Durante o aleitamento, as quantidades minor encontradas não tem significado clínico.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

Lista de excipientes

Carbómero 980, hidróxido de sódio a 30%, edetato dissódico, cloreto de benzalcónio e água purificada.

4. Posologia Venoruton

2 aplicações diárias com massagem suave para penetrar e até a pele ficar seca.

Se necessário o Venoruton gel pode ser aplicado sob ligaduras oclusivas ou elásticas.

Na insuficiência renal e hepática, tendo em conta os estudos toxicológicos com as formas orais, não haverá risco especial, cabe todavia ao médico decidir a sua utilização nas referidas patologias.

Não há qualquer restrição à utilização por idosos.

Não é recomendado a crianças.

Sobredosagem

Não foram observados casos de sobredosagem.

No caso de surgirem efeitos adversos não descritos neste folheto, durante o uso de Venoruton gel comunique-os ao seu médico ou farmacêutico.

5. Outras informações

Manter todos os medicamentos fora do alcance da vista das crianças.

Condições de Conservação

Proteger do calor.

Não conservar acima de 30°C.

Forma farmacêutica Gel

Categoria farmacoterapêutica

Grupo farmacoterapêutico: Venotrópicos

Nome e morada do titular de autorização de introdução no mercado

Novartis Consumer Health – Produtos Farmacêuticos e Nutrição, Lda. Av. Poeta Mistral, n° 2 -2° 1069-172 Lisboa

Data da última revisão 20-06-2005.

Categorias
Tobramicina

Tobrex bula do medicamento

Neste folheto:

1. O que é o Tobrex e para que é utilizado
2. Antes de utilizar Tobrex
3. Como utilizar Tobrex
4. Efeitos secundários Tobrex possíveis
5. Como conservar Tobrex
6. Outras informações

Tobrex 3 mg/ml Colírio, solução Tobrex 3 mg/g Pomada oftálmica

Tobramicina

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento
– Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
– Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
– Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

1. O QUE É O TOBREX E PARA QUE É UTILIZADO

Tobrex é utilizado no tratamento de infecções bacterianas externas do(s) olho(s) e zonas circundantes.

Tobrex contém um antibiótico aminoglicosídeo, a tobramicina, activo contra vários microrganismos que podem infectar o(s) olho(s).

2. ANTES DE UTILIZAR TOBREX

Não utilize Tobrex
– se tem alergia (hipersensibilidade) à tobramicina ou a qualquer outro componente de Tobrex.

Tome especial cuidado com Tobrex
– se alguma vez teve sensibilidade a outros antibióticos aminoglicosídeos, uma vez que é possível que haja reacção cruzada.
– se manifestar comichão na pálpebra, inchaço ou vermelhidão no olho, não continue a utilizar o medicamento e consulte o seu médico.
– utilize este medicamento durante o período de tempo indicado pelo seu médico.
O uso prolongado de antibióticos pode levar ao desenvolvimento de organismos resistentes.
A interrupção prematura do tratamento pode fazer com que a infecção volte a aparecer.
– se tem uma ferida no olho, a pomada oftálmica pode atrasar a cicatrização.
– se utiliza lentes de contacto consulte a secção “Informações importantes sobre alguns componentes de Tobrex”
– se estiver a utilizar outros medicamentos consulte a secção “Utilizar Tobrex com outros medicamentos.”

Contacte o seu médico se algumas destas advertências se aplicar ao seu caso, ou se se aplicou no passado.

Ao utilizar TOBREX com outros medicamentos
Se utilizar mais de um medicamento ocular, aguarde 5 minutos entre cada aplicação. Aplique a pomada em último lugar.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez
Utilize Tobrex apenas em caso de clara necessidade.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar qualquer medicamento. Aleitamento
Deverá tomar precauções uma vez que é possível que o medicamento passe para o leite materno.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar qualquer medicamento. Condução de veículos e utilização de máquinas
A sua visão pode ficar turva durante algum tempo após a utilização do Tobrex. Não conduza nem utilize máquinas até a visão voltar ao normal.

Informações importantes sobre alguns componentes de Tobrex
Não aplique o Tobrex enquanto tiver as lentes de contacto nos olhos. Antes de colocar as lentes de contacto, aguarde pelo menos 15 minutos após a aplicação. O Tobrex Colírio, solução contém um conservante (cloreto de benzalcónio) que causa a descoloração das lentes de contacto hidrófilas e pode causar irritação ocular.

3. COMO UTILIZAR TOBREX

Siga cuidadosamente as instruções que se seguem, a menos que o seu médico lhe dê outras indicações.
Utilize Tobrex sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A duração habitual do medicamento com Tobrex é de 7 a 10 dias. O seu médico indicará o tempo do seu tratamento.
Continue o tratamento pelo período recomendado, mesmo se os sintomas tiverem desaparecido. Deverá ter o cuidado de não interromper a terapêutica prematuramente, de forma a evitar um reaparecimento da infecção.

Utilize este medicamento somente nos olhos.

Tobrex Colírio, solução Adolescentes e adultos:
Em caso de doença ligeira a moderada, coloque uma ou duas gotas no(s) olho(s) de 4 em 4 horas.
Em caso de doença severa, o seu médico dar-lhe-á instruções para colocar uma ou duas gotas no(s) olho(s) de hora a hora até ocorrer alguma melhoria, e depois deverá diminuir a frequência da administração até terminar o tratamento.

Tratamento de conjuntivites em crianças (incluindo recém-nascidos): Colocar uma gota no(s) olho(s) 5 vezes ao dia, durante 7 dias.

Tobrex Pomada oftálmica Adolescentes e adultos:
Em caso de doença ligeira a moderada, coloque uma pequena quantidade (aproximadamente 1,5 cm) de pomada no(s) olho(s) duas a três vezes por dia.
Em caso de doença severa, o seu médico dar-lhe-á instruções para aplicar uma pequena quantidade (aproximadamente 1,5 cm) de pomada no(s) olho(s) a cada três ou quatro horas durante os primeiros dois dias, depois duas a três aplicações por dia até ao final do tratamento.

Tobrex Pomada oftálmica pode ser utilizado durante a noite em conjunto com Tobrex Colírio, solução durante o dia.

Tobrex Colírio, solução

1 2 3 _4

Pegue no frasco de Tobrex e num espelho. Lave as mãos.
Segure no frasco e desenrosque a tampa.
Segure no frasco com o aplicador virado para baixo, entre o polegar e o dedo médio (Figura 1).
Incline a cabeça para trás. Puxe para baixo a pálpebra com um dedo limpo, até se formar uma “bolsa” entre a pálpebra e o olho. A gota deverá ser aqui colocada (Figura 2). Coloque o aplicador do frasco perto do olho. Se necessário utilize o espelho. Não toque com o aplicador no olho, na pálpebra, nas zonas circundantes ou noutras superfícies. Poderá contaminar o colírio.
Pressione suavemente a base do frasco até à saída de uma gota de Tobrex de uma só vez (Figura 3).
Depois de colocar o medicamento, liberte a pálpebra inferior, feche o olho e pressione suavemente com o dedo o canto entre o seu olho e o nariz (Figura 4). Isto vai impedir que o Tobrex penetre para o resto do corpo.
Caso tenha de aplicar as gotas em ambos os olhos, repita estes passos para o outro olho. Feche bem o frasco imediatamente após a sua utilização. Deite fora o frasco 4 semanas após a primeira abertura.

TOBREX Pomada oftálmica

A B

Pegue na bisnaga de Tobrex e num espelho. Lave as mãos.
Segure na bisnaga e desenrosque a tampa.
Segure na bisnaga com o aplicador virado para baixo.
Incline a cabeça para trás. Puxe para baixo a pálpebra com um dedo limpo, até se formar uma “bolsa” entre a pálpebra e o olho. A pomada deverá ser aqui colocada (Figura A). Coloque a extremidade da bisnaga perto do olho. Se necessário utilize o espelho. Não toque com a extremidade da bisnaga no olho, na pálpebra, nas zonas circundantes ou noutras superfícies. Poderá contaminar a pomada.
Aperte suavemente a bisnaga até à saída da quantidade pretendida de pomada (Figura B). Depois de colocar o medicamento, liberte a pálpebra inferior e pisque o olho algumas vezes, de forma a certificar-se que a pomada cobriu toda a superfície do olho. Feche suavemente o olho por alguns segundos; isto impedirá que o Tobrex penetre para o resto do corpo.
Caso tenha de aplicar a pomada em ambos os olhos, repita estes passos para o outro olho. Feche bem a bisnaga imediatamente após a sua utilização. Deite fora a bisnaga 4 semanas após a primeira abertura.

Caso não tenha conseguido colocar o medicamento no olho, tente novamente.
Caso se tenha esquecido de utilizar Tobrex
Aplique apenas uma única dose assim que se lembrar e, retome em seguida o seu esquema habitual. Não aplique uma dose a dobrar para compensar a que se esqueceu de aplicar.

Se parar de utilizar Tobrex
Se o tratamento for interrompido prematuramente e se todos os organismos não tiverem sido eliminados pelo medicamento a infecção pode agravar-se ou reaparecer. Não interrompa o tratamento sem indicação do médico.

Se utilizar mais Tobrex do que deveria
Se necessário, pode lavar os olhos com água tépida para eliminar o excesso de Tobrex utilizado.
Em caso de sobredosagem oral, consulte o seu médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS Tobrex POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, o Tobrex pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

As seguintes reacções podem ocorrer no seu olho:
– Efeitos secundários pouco frequentes (podem afectar 1 em cada 100 pessoas tratadas): reacção alérgica local, irritação no olho (ardor ou sensação de picadas no momento da aplicação), olho vermelho, visão turva.
– Efeitos secundários raros (podem afectar 1 em cada 1000 pessoas tratadas): inflamação da córnea, pálpebras inchadas, comichão nas pálpebras, aumento do lacrimejo.
– Efeitos secundários muito raros (podem afectar 1 em cada 10 000 pessoas tratadas): desenvolvimento de uma infecção ocular ou agravamento da presente infecção ocular.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR TOBREX

Para prevenir infecções deite fora o medicamento 4 semanas após a primeira abertura. Escreva a data de abertura na embalagem, no espaço indicado.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Não conserve a temperatura superior a 25°C. Proteger da luz.
Mantenha o frasco/bisnaga bem fechados.
Não utilize o medicamento após o prazo de validade que é indicado no frasco/bisnaga ou na caixa depois de “Val.” O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Tobrex colírio, solução ou pomada oftálmica
– Este medicamento tem como substância activa a tobramicina 3 mg/ml (colírio, solução) ou 3 mg/g (pomada oftálmica).
– Os outros componentes são:
Tobrex colírio, solução: cloreto de benzalcónio, ácido bórico, sulfato de sódio anidro, cloreto de sódio, tiloxapol, ácido sulfúrico e/ou hidróxido de sódio (para ajustar o pH), água purificada.
Tobrex pomada oftálmica: clorobutanol anidro, parafina líquida leve, vaselina. Qual o aspecto de Tobrex e conteúdo da embalagem
Tobrex Colírio, solução é um líquido (apresenta-se como uma solução clara, transparente amarela a acastanhada) fornecido num frasco graduado conta-gotas de 5 ml com tampa de rosca.
Tobrex Pomada oftálmica apresenta-se com uma coloração branca ou esbranquiçada com aspecto homogéneo e é fornecida numa bisnaga de 5 g, com extremidade e tampa de plástico.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Alcon Portugal- Produtos e Equipamentos Oftalmológicos, Lda., Quinta da Fonte, Edifício D. Sancho I – Piso 3, Rua dos Malhões, n° 4, 2770-071 Paço D’ Arcos. Tel: 21 44 00 300
Fax: 21 44 00 313

Fabricantes:

S.A. Alcon-Couvreur NV, Rijksweg 14, B-2870 Puurs, Bélgica ou
Alcon Cusí, S.A., Camil Fabra 58, 08320 El Masnou, Barcelona, Espanha.

Este folheto foi aprovado pela última vez em: 03-03-2009

Categorias
Acetilcisteína

Rinofluimucil bula do medicamento

Neste folheto:

1. Indicações

2. Efeitos secundários Rinufluimucil

3. Precauções especiais de utilização

4. Posologia Rinufluimucil

5. Condições de conservação

Rinofluimucil

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento. Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

COMPOSIÇÃO

Acetilcisteína 10 mg/ml

Sulfato tuamino-heptano 5 mg/ml

FORMA FARMACÊUTICA E VIA DE ADMINISTRAÇÃO

Gotas nasais, solução. Administração nasal.

APRESENTAÇÕES

Frasco contendo 10 ml de solução.

PROPRIEDADES

Grupo farmacoterapêutico: Medicação tópica nasal. Descongestionantes nasais. Preparações nasais. Combinações simpaticomiméticos excl. corticosteróides.

A actividade mucolítica e vasoconstrictora do Rinofluimucil é expressão das características farmacológicas de cada um dos seus componentes.

A Acetilcisteína é um aminoácido sulfurado que se caracteriza pela sua acção fluidificante sobre as secreções mucosas e mucopurulentas nas patologias do aparelho respiratório que se caracterizam por evoluírem com hipersecreção e mucoestase. A sua acção farmacológica traduz-se por uma redução da viscosidade das secreções e pela melhoria da funcionalidade mucociliar.

O tuaminoheptano é uma amina simpaticomimética que por uso tópico exerce uma acção vasoconstrictora sem evidente efeito sistémico.


1. INDICAÇÕES

Tratamento sintomático da rinite associada a excessiva produção mucopurulenta.

CONTRA-INDICAÇÕES

Hipersensibilidade à acetilcisteína, ao sulfato tuamino-heptano ou a qualquer dos excipientes. O sulfato de tuamino-heptano está contra-indicado em caso de glaucoma e hipertiroidismo. Não administrar durante e nas 2 semanas seguintes à terapêutica com inibidores da monoaminoxidase (IMAO).

Contra-indicado em crianças com idade inferior a 6 anos. (ver “Efeitos Secundários” e “Precauções especiais de utilização”)

2. EFEITOS SECUNDÁRIOS RINUFLUIMUCIL

A administração frequente pode provocar efeitos secundários do tipo simpaticomimético (como aumento da excitabilidade, tremores, taquicardia, etc.). Especial atenção nos doentes asmáticos pelo risco de ocorrer broncoconstrição. Nestes casos deve interromper-se o tratamento e consultar um médico.

INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS

Na literatura não se encontram descritos casos de interacção medicamentosa das substâncias activas presentes neste medicamento quando administrados por via nasal. No entanto, a administração oral de cisteína com nitroglicerina pode causa hipotensão significativa e cefaleia induzida pela nitroglicerina. O sulfato de tuaminoheptano não deve ser administrado durante e nas 2 semanas seguintes à terapêutica com inibidores da monoaminoxidase (IMAO).

3. PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO

Precauções especiais:

Em doentes com problemas cardiovasculares e especialmente em hipertensos, o uso de descongestionantes nasais deve ser efectuado sob controlo médico. Administrar com precaução em crianças e em doentes asmáticos.

O uso de preparados contendo vasoconstrictores nasais pode alterar o normal funcionamento da mucosa nasal.

A utilização durante períodos de tempo prolongados pode ser prejudicial. Deve utilizar-se com precaução, pelo risco de retenção urinária, em idosos e em doentes com hipetrofia prostática.

O conservante (cloreto de benzalcónio) que faz parte da composição do Rinofluimucil pode provocar tumefacção (inchaço) da mucosa nasal especialmente em situações de utilização a longo prazo. Se suspeitar desta reacção (congestão nasal persistente) deverá optar, se possível, por outro medicamento semelhante mas que não contenha conservante. Se não existirem medicamentos para administração nasal sem conservantes, deverá ser considerada a utilização de outra forma farmacêutica.

Advertências:

Em caso de actividade desportiva adverte-se que a sua utilização, mesmo nas doses terapêuticas recomendadas, pode causar resultados positivos no teste anti-dopping. É normal a presença de um leve odor sulfúrico, uma vez que é próprio da acetilcisteína.

EFEITOS EM GRÁVIDAS E LACTENTES

Embora não se tenha demonstrado que a Acetilcisteína possua acção teratogénica, a sua administração durante a gravidez e lactação deve ser realizada apenas em caso de absoluta necessidade e sob controlo médico.

EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE CONDUÇÃO E A UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS

Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

LISTA DOS EXCIPIENTES

Cloreto de benzalcónio, Sulfato tuamino-heptano hidroxipropilmetilcelulose, edetato de sódio, fosfato de sódio dibásico, fosfato de sódio monobásico, sorbitol 70%, ditiotreitol, aroma de menta, hidróxido de sódio, água desionizada.

4. POSOLOGIA RINOFLUIMUCIL

Posologia no adulto:

3 a 6 gotas em cada narina, 3 a 4 vezes por dia. Posologia na criança:

1 a 3 gotas em cada narina, 3 a 4 vezes por dia.

Crianças com idade superior a 12 anos: dose idêntica à dos adultos.

Posologia no idoso:

Este medicamento é apropriado para utilização no idoso.

5. CONDIÇÕES DE CONSERVAÇÃO

Não são necessárias condições especiais de conservação.

INTOXICAÇÃO E SEU TRATAMENTO

Em caso de sobredosagem pode prever-se a ocorrência de hipertensão arterial, fotofobia, cefaleia intensa, opressão toracica. Nas crianças é possível a ocorrência de hipotermia e sedação. Em caso de sobredosagem deve efectuar-se um tratamento sintomático.

DESTRUIÇÃO DO PRODUTO NÃO UTILIZADO E DOS RESÍDUOS DERIVADOS DA SUA UTILIZAÇÃO

Deverá entregar o produto não utilizado e os resíduos derivados da sua utilização (incluindo frasco, cartonagem e este folheto informativo) na sua farmácia, a fim de serem destruídos através do Sistema Integrado de Destruição de Resíduos de Embalagens e Medicamentos (SIGREM).

ACONSELHA-SE O UTENTE A COMUNICAR AO MÉDICO OU AO FARMACÊUTICO OS EFEITOS INDESEJÁVEIS DETECTADOS QUE NÃO CONSTEM DO PRESENTE FOLHETO INFORMATIVO.

ACONSELHA-SE O UTENTE A VERIFICAR O PRAZO DE VALIDADE INSCRITO NA EMBALAGEM OU NO RECIPIENTE.

MEDICAMENTO SUJEITO A RECEITA MÉDICA

RESPONSÁVEL PELA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ZAMBON – Produtos Farmacêuticos, L.da. Rua Comandante Enrique Maya, n.° 1 1500-192 Lisboa

MANTER FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS

Data da última revisão: 04-08-2004.

Categorias
Dorzolamida Timolol

CARACTERÍSTICAS DO COSOPT bula do medicamento

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

COSOPT

1.DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

COSOPT, colírio, solução

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA DO COSOPT

Cada ml contém 22,26 mg de cloridrato de dorzolamida correspondente a 20 mg de dorzolamida e 6,83 mg de maleato de timolol correspondente a 5 mg de timolol.

Excipientes, ver 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA DO COSOPT

Colírio, solução.

COSOPT é uma solução límpida, praticamente incolor e ligeiramente viscosa.


4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS DO COSOPT

4.1Indicações terapêuticas

COSOPT, está indicado no tratamento da pressão intra-ocular elevada (PIO) em doentes com glaucoma de ângulo aberto, ou glaucoma pseudo-esfoliativo quando a monoterapia com um bloqueador beta-adrenérgico tópico não é suficiente.

4.2Posologia e modo de administração

A dose é de uma gota de COSOPT, no fundo-de-saco conjuntival do(s) olho(s) afectado(s), duas vezes por dia.

No caso de uso concomitante de mais de um medicamento tópico oftálmico, estes deverão ser administrados com, pelo menos, 10 minutos de intervalo entre si.

Por favor consulte a secção 6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento.

Uso Pediátrico

Não foi estabelecida a eficácia em doentes pediátricos.

Não foi estabelecida a segurança em doentes pediátricos com menos de 2 anos de idade. (Para informações sobre segurança em doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos e inferior a 6 anos, consultar a secção 5.1).

4.3Contra-indicações

COSOPT está contra-indicado nos doentes com:

–   Doença reactivas das vias aéreas, incluindo asma brônquica ou história de asma brônquica ou doença pulmonar obstrutiva crónica grave.

–   Bradicárdia sinusal, bloqueio auriculoventricular de segundo ou terceiro grau, insuficiência cardíaca franca, choque cardiogénico.

–   Insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min) ou com acidose hiperclorémica

–   Hipersensibilidade a qualquer uma das substâncias activas ou a qualquer um dos excipientes.

As contra-indicações acima indicadas estabeleceram-se com base nas dos componentes, não sendo específicas desta associação.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Reacções cardiovasculares/respiratórias

Como outros fármacos aplicados topicamente em oftalmologia, também este pode ser absorvido sistemicamente. O timolol é um bloqueador beta adrenérgico. Por isso, podem ocorrer com a administração tópica o mesmo tipo de reacções adversas que se verificam com a administração sistémica de bloqueadores beta, incluindo agravamento da angina de Prinzmetal, agravamento das doenças circulatórias graves periféricas ou centrais e hipotensão.

Devido ao componente de maleato de timolol, a insuficiência cardíaca deverá ser adequadamente controlada antes de iniciar o tratamento com COSOPT. Em doentes com história de cardiopatia grave devem ser procurados sinais de insuficiência cardíaca e verificada a frequência cardíaca.

Têm sido referidas, após administração de maleato de timolol, reacções respiratórias e cardíacas, incluindo morte devida a broncospasmo em doentes asmáticos e raramente morte associada a insuficência cardíaca.

Insuficiência hepática

COSOPT não foi estudado em doentes com insuficiência hepática, devendo, portanto, ser utilizado com precaução nestes doentes.

Imunologia e hipersensibilidade

À semelhança de outros fármacos aplicados topicamente em oftalmologia, este também pode ser absorvido sistemicamente. O componente dorzolamida é uma sulfonamida. Portanto, os mesmos tipos de reacções adversas atribuídos às sulfonamidas poderão ocorrer com a administração tópica. Se ocorrerem sinais de reacções graves ou de hipersensibilidade, dever-se-á interromper o uso deste produto.

Com a utilização de COSOPT observaram-se efeitos adversos oculares locais semelhantes aos observados com o colírio de cloridrato de dorzolamida. Caso surjam tais reacções, dever-se-á considerar a interrupção do tratamento com COSOPT.

Enquanto estiverem a tomar bloqueadores beta, os doentes com história de atopia ou de reacção anafiláctica grave a vários alergénios podem ficar mais sensíveis ao contacto com esses alergénios, quer ele seja acidental, diagnóstico ou por estimulação terapêutica repetida. Tais doentes podem não responder às doses habituais de adrenalina usadas no tratamento de reacções anafilácticas.

Terapêutica concomitante

Não se recomenda a administração concomitante dos seguintes medicamentos:

–  dorzolamida e inibidores da anidrase carbónica

–  agentes bloqueadores beta-adrenérgicos de utilização tópica

Interrupção da terapêutica

Tal como com os bloqueadores beta-adrenérgicos sistémicos, se for necessária interrupção da terapêutica com timolol oftálmico em doentes com doença coronária, ela deverá ser feita de forma gradual.

Efeitos adicionais do bloqueio beta-adrenérgico

A terapêutica com bloqueadores beta-adrenérgicos pode mascarar alguns sintomas de hipoglicémia em doentes com diabetes mellitus ou hipoglicémia.

A terapêutica com bloqueadores beta-adrenérgicos pode mascarar alguns sintomas de hipertiroidismo. A interrupção abrupta da terapêutica com bloqueadores beta-adrenérgicos pode precipitar um agravamento dos sintomas.

A terapêutica com bloqueadores beta-adrenérgicos pode agravar os sintomas de miastenia gravis.

Efeitos adicionais da Inibição da anidrase carbónica

A terapêutica com inibidores da anidrase carbónica por via oral foi associada a urolitíase, resultante de perturbações do equilíbrio ácido-base, especialmente em doentes com história anterior de cálculos renais. Apesar de não terem sido observadas perturbações do equilíbrio ácido-base com COSOPT, têm sido descritos casos raros de urolitíase. Dado que COSOPT contém um inibidor tópico da anidrase carbónica que é absorvido por via sistémica, os doentes com história anterior de cálculos renais podem estar sujeitos a um risco aumentado de urolitíase, enquanto aplicam COSOPT.

Outros

O tratamento de doentes com glaucoma de ângulo fechado agudo requer intervenções terapêuticas, para além de agentes hipotensores oculares. COSOPT não foi estudado nestes doentes.

Durante a utilização de dorzolamida têm-se registado edemas da córnea e descompensações irreversíveis da córnea em doentes com anomalias crónicas pré-existentes da córnea e/ou história de cirurgia intraocular. Nestes doentes, a dorzolamida tópica deve ser usada com precaução.

Foram registados descolamento coroideu concomitante com hipotonia ocular, após procedimentos de filtração, com a administração de terapêuticas supressoras aquosas.

Em alguns doentes, foi relatada diminuição da resposta ao maleato de timolol oftálmico após terapêutica prolongada, tal como acontece com outros fármacos antiglaucomatosos. Contudo, em estudos clínicos nos quais se fez um acompanhamento de 164 doentes durante pelo menos três anos, não se observou diferença significativa na pressão intraocular média após a estabilização inicial.

Uso de lentes de contacto

COSOPT contém o conservante cloreto de benzalcónio, que poderá causar irritação ocular. O doente deverá remover as lentes de contacto antes da aplicação e aguardar pelo menos 15 minutos antes de as recolocar. O cloreto de benzalcónio descolora as lentes de contacto hidrófilas.

Uso Pediatrico

Ver secção 5.1.

4.5Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não se realizaram estudos específicos de interacção medicamentosa com COSOPT.

Nos estudos clínicos, usou-se COSOPT concomitantemente com os seguintes medicamentos de acção sistémica não se registando interacções adversas:

–  inibidores ECA

–  bloqueadores dos canais do cálcio

–  diuréticos

–  anti-inflamatórios não-esteróides, incluindo ácido acetisalicílico

–  hormonas (por exemplo, estrogénio, insulina, tiroxina).

No entanto, há possibilidade de efeitos aditivos e ocorrência de hipotensão e/ou bradicárdia acentuada quando o maleato de timolol em colírio é administrado com agentes bloqueadores dos canais do cálcio, deplectores de catecolaminas ou bloqueadores beta adrenérgicos, antiarrítmicos (incluindo amiodarona), glucosídeos digitálicos, parasimpaticomiméticos, narcóticos e inibidores da monoamino oxidase (MAO).

Foi registado o bloqueio beta sistémico potenciado (por exemplo diminuição do ritmo cardíaco) durante o tratamento com a quinidina em associação com o timolol, possivelmente porque a quinidina inibe o metabolismo do timolol através da enzima P-450, CYP2D6.

O componente dorzolamida do COSOPT é um inibidor da anidrase carbónica que, embora seja administrado por via tópica, é absorvido sistemicamente. Nos estudos clínicos, o colírio de cloridrato de dorzolamida não foi associado a perturbações do equilíbrio ácido-base. No entanto, estas perturbações foram registadas com os inibidores de anidrase carbónica de administração oral e originaram, nalguns casos, interacções medicamentosas (por exemplo, toxicidade associada a terapêutica com elevada dose de salicilato). Portanto, deverá ser considerada a possibilidade de ocorrerem tais interacções medicamentosas em doentes que utilizam COSOPT.

Apesar do COSOPT isoladamente ter pouco ou nenhum efeito no diâmetro pupilar, foi ocasionalmente relatada midríase resultante da utilização concomitante de maleato de timolol oftálmico e adrenalina.

Os bloqueadores beta-adrenérgicos podem aumentar o efeito hipoglicémiante dos antidiabéticos orais.

Os bloqueadores p-adrenérgicos orais podem exacerbar a elevação da hipertensão, que possa surgir após a interrupção da administração de clonidina.

4.6Gravidez e aleitamento

Gravidez

Não se realizaram estudos em mulheres grávidas. Nos coelhos, a quem foram administradas doses maternotóxicas associadas a acidose metabólica, observaram-se malformações dos corpos vertebrais. COSOPT não deve ser utilizado durante a gravidez.

Aleitamento

Não se sabe se a dorzolamida é excretada pelo leite materno. Em ratos fêmeas lactantes, a tomar dorzolamida, observaram-se diminuições no aumento do peso corporal das crias. O timolol é detectado no leite humano. COSOPT não deve ser administrado durante o período de aleitamento.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Possíveis efeitos colaterais como visão turva podem afectar a capacidade para conduzir e/ou utilizar máquinas.

4.8Efeitos indesejáveis

Nos estudos clínicos, não se observaram quaisquer experiências adversas específicas do COSOPT; as experiências adversas limitam-se às registadas anteriormente com o cloridrato de dorzolamida e/ou o maleato de timolol. Em geral, as experiências adversas comuns foram ligeiras e não causaram interrupção.

Durante os estudos clínicos, foram tratados com COSOPT 1035 doentes. Aproximadamente 2,4% de todos os doentes interromperam a terapêutica com COSOPT devido a reacções adversas oculares locais, aproximadamente 1,2% de todos os doentes interromperam a terapêutica devido a reacções adversas locais sugestivas de alergia ou de hipersensibilidade (tais como inflamação da pálpebras e conjuntivite).

Foram registadas as seguintes reacções adversas com COSOPT ou com um dos seus componentes durante os estudos clínicos ou durante a experiência pós-comercialização:

[Muito frequentes: (>1/10), Frequentes: (>1/100, <1/10), Pouco frequentes: (>1/1000, <1/100), e Raras: (>1/10 000, <1/1000)]

Perturbações do sangue e do sistema linfático: Solução oftálmica de maleato de timolol: Raras: lupus eritematoso sistémico

Perturbações do sistema nervoso e perturbações do foro psiquiátrico: Solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida: Frequentes: cefaleias* Raras: tonturas*, parestesias*

Solução oftálmica de maleato de timolol: Frequentes: cefaleias* Pouco frequentes: tonturas*, depressão*

Raras: insónia*, pesadelos*, perda de memória, parestesias*, aumento dos sinais e sintomas de miastenia gravis, diminuição da líbido*, acidente vascular cerebral*

Afecções oculares:

COSOPT:

Muito frequentes: ardor e picada

Frequentes: hiperémia conjuntival, visão turva, erosão da córnea, prurido ocular, lacrimejo

Solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida: Frequentes: inflamação das pálpebras*, irritação das pálpebras* Pouco frequentes: iridociclite*

Raras: irritação incluindo vermelhidão*, dor, blefarite descamativa*, miopia transitória (que se resolveu com a interrupção da terapêutica), edema da córnea*, hipotonia ocular*, descolamento coroideu (após cirurgia de filtração)*

Solução oftálmica de maleato de timolol:

Frequentes: sinais e sintomas de irritação ocular incluindo blefarite*, queratite*, diminuição da sensibilidade da córnea e olhos secos*

Pouco frequentes: perturbações visuais incluindo alterações da refracção (devido à interrupção da terapêutica miótica em alguns casos)* Raras: ptose, diplopia, descolamento coroideu (após cirurgia de filtração)*

Afeccções do ouvido e do labirinto:

Solução oftálmica de maleato de timolol: Raras: acufenos

Cardiopatias e vasculopatias: Solução oftálmica de maleato de timolol: Pouco frequentes: bradicardia*, síncope*

Raras: hipotensão*, dor no peito*, palpitações*, edema*, arritmia*, insuficiência cardíaca congestiva*, bloqueio cardíaco*, paragem cardíaca*, isquémia cerebral, claudicação, fenómeno de Raynaud*, mãos e pés frios*

Perturbações respiratórias, torácicas e do mediastino:

COSOPT:

Frequentes: sinusite

Raras: dispneia, insuficiência respiratória, rinite

Solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida: Raras: epistaxe*

Solução oftálmica de maleato de timolol: Pouco frequentes: dispneia*

Raras: broncospasmo (predominantemente em doentes com doença broncospástica pré-existente) *, tosse*

Perturbações gastrointestinais:

COSOPT:

Muito frequentes: alteração do paladar

Solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida: Frequentes: náuseas* Raras: garganta irritada, xerostomia*

Solução oftálmica de maleato de timolol: Pouco frequentes: náuseas*, dispepsia* Raras: diarreia, xerostomia*

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

COSOPT:

Raras: dermatite de contacto

Solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida: Raras: exantema*

Solução oftálmica de maleato de timolol:

Raras: alopécia*, exantema psoriasiforme ou exacerbação da psioríase*

Perturbações renais:

COSOPT:

Pouco frequentes: urolitíase

Perturbações dos órgãos genitais e da mama: Solução oftálmica de maleato de timolol: Raras: Doença de Peyronie*

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

COSOPT:

Raras: sinais e sintomas de reacções alérgicas sistémicas, incluindo angioedema, urticária, prurido, exantema, anafilaxia, rara ocorrência de broncospasmo

Solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida: Frequentes: astenia/fadiga*

Solução oftálmica de maleato de timolol: Pouco frequentes: astenia/fadiga*

* Estas reacções adversas foram também observadas com COSOPT durante a experiência pós-comercialização

Achados Laboratoriais

Em estudos clínicos, COSOPT não foi associado a qualquer alteração electrolítica com significado clínico.

4.9    Sobredosagem

Não existem dados disponíveis de sobredosagem por ingestão, acidental ou intencional de COSOPT, em seres humanos.

Registaram-se casos de sobredosagem inadvertida com o colírio de maleato de timolol resultando em efeitos sistémicos idênticos aos observados com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos por via sistémica tais como tonturas, cefaleias, dispneia, bradicárdia, broncospasmo e paragem cardíaca. Os sinais e sintomas mais comuns previsíveis da sobredosagem com a dorzolamida são desequilíbrio electrolítico, desenvolvimento de um estado de acidose, e possíveis efeitos no sistema nervoso central.

É limitada a informação disponível relativamente à sobredosagem humana por ingestão acidental ou deliberada de cloridrato de dorzolamida. Foi relatada sonolência com a ingestão por via oral. Foram relatados os seguintes efeitos com a aplicação tópica: náuseas, tonturas, cefaleia, fadiga, sonhos anómalos e disfagia.

O tratamento deve ser sintomático e de suporte. Os níveis dos electrólitos séricos (particularmente de potássio) e do pH deverão ser monitorizados. Estudos demonstraram que o timolol não é rapidamente dializável.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DO COSOPT

5.1.Propriedades Farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados em oftalmologia – Beta-bloqueadores – Timolol, Associações Código ATC: S01E D51

Mecanismo de Acção

COSOPT contém dois componentes activos: o cloridrato de dorzolamida e o maleato de timolol. Cada um destes componentes diminui a pressão intra-ocular elevada através da redução da secreção de humor aquoso, mas actuando por mecanismos de acção diferentes.

O cloridrato de dorzolamida é um potente inibidor da anidrase carbónica II humana. A inibição da anidrase carbónica nos processos ciliares do olho diminui a secreção de humor aquoso possivelmente atrasando a formação de iões de bicarbonato com a subsequente redução do sódio e transporte de fluido. O maleato de timolol é um bloqueador beta-adrenérgico não selectivo. O mecanismo exacto da acção do maleato de timolol na redução da pressão intra-ocular não está por ora claramente estabelecido, embora um estudo com fluoresceína e estudos de tonografia tenham indicado que a sua acção predominante pode estar relacionada com uma reduzida formação de humor aquoso. No entanto, nalguns estudos foi também observado um ligeiro aumento da drenagem. Os efeitos associados destes dois agentes resultam na redução adicional da pressão intra-ocular comparativamente a qualquer componente administrado em monoterapia.

Após a instilação ocular, COSOPT reduz a pressão intra-ocular elevada, quer esteja ou não associada a glaucoma. A pressão intra-ocular elevada é um factor de risco major na patogénese da lesão do nervo óptico e da perda do campo de visão, associadas ao glaucoma. COSOPT reduz a pressão intra-ocular sem os efeitos colaterais comuns dos mióticos tais como cegueira nocturna, espasmo da acomodação e constrição da pupila.

Efeitos Farmacodinâmicos

Efeitos Clínicos

Foram conduzidos estudos clínicos até 15 meses para comparar os efeitos de COSOPT na redução da PIO aplicado duas vezes por dia (de manhã e à noite) e do timolol a 0,5% e da dorzolamida a 2% administrados em monoterapia ou em associação medicamentosa em doentes com glaucoma ou hipertensão ocular para os quais a terapêutica concomitante foi considerada apropriada nos estudos. Incluiram-se doentes não tratados e doentes não controlados de forma adequada com timolol em monoterapia. A maioria dos doentes foi tratada com bloqueadores beta tópicos em monoterapia antes do estudo. Numa análise dos estudos combinados, o efeito de COSOPT na redução da PIO aplicado duas vezes por dia foi maior do que o efeito em monoterapia quer com 2% de dorzolamida três vezes por dia quer com 0,5% de timolol duas vezes por dia. O efeito de COSOPT na redução da PIO aplicado duas vezes por dia foi equivalente ao efeito da terapêutica concomitante de dorzolamida duas vezes por dia e de timolol duas vezes por dia. O efeito de COSOPT na redução da PIO aplicado duas vezes por dia foi demonstrado pelas determinações feitas em diversas ocasiões ao longo do dia, sendo mantido durante a administração a longo prazo.

Uso Pediátrico

Foi realizado um estudo controlado com duração de 3 meses, cujo principal objectivo foi o de provar a segurança da solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida a 2% em crianças com menos de 6 anos. Neste estudo, 30 doentes com idade igual ou superior a 2 anos e inferior a 6 anos, cuja PIO não estava adequadamente controlada com dorzolamida ou com timolol em monoterapia, receberam COSOPT numa fase aberta do estudo. Não foi estabelecida a eficácia nesses doentes. Neste pequeno grupo de doentes, a administração de COSOPT duas vezes por dia foi geralmente bem tolerada, com 19 doentes a completarem o período de tratamento e 11 doentes a interromperem devido a cirurgia, a uma alteração da medicação, ou por outras razões.

5.2    Propriedades Farmacocinéticas Cloridrato de dorzolamida

Ao contrário dos inibidores da anidrase carbónica de administração oral, a utilização tópica de cloridrato de dorzolamida permite que o medicamento exerça o seu efeito directamente no globo ocular, em doses substancialmente mais baixas e, por isso, com menor exposição sistémica. Nos estudos clínicos, isto resultou numa redução da PIO sem as perturbações ácido-base ou alterações nos electrólitos características dos inibidores da anidrase carbónica de administração oral.

Quando aplicada topicamente, a dorzolamida atinge a circulação sistémica. Determinaram-se as concentrações do fármaco e do seu metabolito nos eritrócitos e no plasma e a inibição da anidrase carbónica nos eritrócitos, a fim de avaliar o potencial da inibição sistémica da anidrase carbónica após administração tópica. A dorzolamida acumula-se nos eritrócitos durante a administração crónica, como resultado de uma ligação selectiva à AC-II, mantendo-se concentrações extremamente baixas de fármaco livre no plasma. O fármaco original forma um único metabolito N-desetil, que inibe a AC-II com menor potência do que o fármaco original, mas também inibe uma isoenzima menos activa (AC-I). O metabolito também se acumula nos eritrócitos, onde se liga primariamente à AC-I. A dorzolamida liga-se moderadamente às proteínas plasmáticas (aproximadamente 33%). A dorzolamida é principalmente excretada, inalterada, na urina. O seu metabolito também é excretado na urina. Quando se termina o tratamento, a dorzolamida é eliminada dos eritrócitos de maneira não-linear, resultando, inicialmente, numa rápida diminuição da concentração do fármaco, seguida de uma fase de eliminação mais lenta com uma semi-vida de cerca de 4 meses.

Quando se administrou dorzolamida por via oral, para estimular a exposição sistémica máxima, após administração tópica ocular prolongada, o estado de equilíbrio foi alcançado em 13 semanas. Em equilíbrio, não havia praticamente fármaco livre ou metabolito no plasma. A inibição da AC, nos eritrócitos, foi menor do que a prevista como necessária para um efeito farmacológico na função renal ou na respiração. Observaram-se resultados farmacocinéticos semelhantes, após administração tópica crónica do cloridrato de dorzolamida. No entanto, alguns doentes idosos com insuficiência renal (depuração da creatinina estimada de 30-60 ml/min) apresentaram concentrações mais elevadas de metabolito nos eritrócitos, mas não foram atribuídas directamente a este achado quaisquer diferenças significativas na inibição da anidrase carbónica ou efeitos adversos sistémicos clinicamente significativos.

Maleato de timolol

Num estudo de concentração plasmática do medicamento em seis pessoas, a exposição sistémica ao timolol foi determinada após a administração tópica de duas vezes ao dia do colírio de maleato de timolol 0,5%. O pico da concentração média plasmática após a dose da manhã foi de 0,46 ng/mililitro e após a dose da tarde foi de 0,35ng/mililitro.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

O perfil de segurança ocular e sistémico dos componentes está bem estabelecido. Também não foram observados efeitos oculares adversos em animais tratados topicamente com o colírio de cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol ou com terapêutica concomitante de cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol. Os estudos in vitro e in vivo com cada um dos componentes não revelaram potencial mutagénico. Portanto, não se esperam quaisquer riscos significativos para a segurança nos seres humanos com doses terapêuticas de COSOPT.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS DO COSOPT

6.1.   Lista dos excipientes

– Hidroxietilcelulose, manitol, citrato de sódio, hidróxido de sódio, água para preparações injectáveis e cloreto de benzalcónio.

6.2.   Incompatibilidades

Não aplicável.
6.3 Prazo de validade

2  anos.

Depois da primeira abertura do frasco, COSOPT deverá ser utilizado nas 4 semanas seguintes.

6.4. Precauções especiais de conservação

Manter o frasco dentro da cartonagem para proteger da luz.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

0    Doseador Oftálmico OCUMETER Plus consiste num recipiente de polietileno de alta densidade, translúcido, com uma ponta conta-gotas fechada hermeticamente, uma zona estriada flexível que pode ser pressionada para administração das gotas e uma tampa constituída por um conjunto de duas peças. O mecanismo de duas peças perfura a ponta em conta-gotas fechada hermeticamente aquando da primeira utilização, sendo depois bloqueado, de forma a funcionar como uma tampa única durante o período de utilização. A inviolabilidade da embalagem é comprovada pela presença de uma tira de segurança no rótulo do frasco. O Doseador Oftálmico OCUMETER Plus contém 5 ml de solução.

COSOPT encontra-se disponível nas seguintes embalagens:

1 x 5 ml (um recipiente de 5 ml)

3  x 5 ml (três recipientes de 5 ml)

6 x 5 ml (seis recipientes de 5 ml)

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os doentes devem ser ensinados a evitar o contacto do doseador com o olho e anexos.

Os doentes também deverão ser informados de que as soluções oftálmicas, quando manuseadas indevidamente, poderão ficar contaminadas por bactérias comuns causadoras de infecções oculares. O uso de soluções contaminadas poderá originar lesões graves nos olhos e subsequente perda de visão.

Os doentes deverão ser informados sobre a correcta manipulação dos frascos

OCUMETER Plus.

Instruções de utilização:

1.   Antes de abrir o frasco pela primeira vez, certifique-se de que a Tira de Segurança na frente do frasco não está quebrada. Num frasco por abrir existirá um espaço entre o frasco e a tampa.

2.   Rasgue a Tira de Segurança que sela a embalagem.

3.   Para abrir o frasco, desenrosque a tampa rodando-a no sentido indicado pelas setas.

4.   Incline a sua cabeça para trás e puxe ligeiramente para baixo a pálpebra inferior, de maneira a formar uma pequena bolsa entre a pálpebra e o olho.

5.   Inverta o frasco e pressione levemente com o dedo polegar ou o indicador na Zona Para Pressionar Com os Dedos até que uma gota seja aplicada no olho, tal como recomendado pelo seu médico. Não toque no olho ou na pálpebra com o conta-gotas.

6.       Repita os passos 4 e 5 para o outro olho, caso o seu médico o tenha recomendado.

7.       Coloque de novo a tampa rodando-a até que esta toque firmemente no frasco. Não aperte demasiado a tampa.

8.  A ponta conta-gotas para administração foi concebida de modo a libertar uma
gota previamente calibrada; portanto, NÃO alargue o orifício da ponta conta-
gotas.

9. Após ter usado todas as doses, ficará no frasco uma quantidade residual de COSOPT. Não se preocupe com este facto, uma vez que o frasco contém uma quantidade extra de COSOPT, o que garante a administração da quantidade total de COSOPT prescrita pelo seu médico. Não tente retirar do frasco a quantidade extra de medicamento.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

LABORATÓRIOS QUÍMICO-FARMACÊUTICOS CHIBRET, LDA.

Quinta da Fonte

Edifício Vasco da Gama (19)

P.O. Box 214

Porto Salvo

2770-192 Paço de Arcos


8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

3085289 – Embalagem com 1 frasco Ocumeter Plus 5 ml 3085388 – Embalagem com 3 frascos Ocumeter Plus 5 ml 3085487 – Embalagem com 6 frascos Ocumeter Plus 5 ml

9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Renovação: 6 de Março de 2003

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

26-09-2007

Categorias
Brimonidina

CARACTERÍSTICAS DO ALPHAGAN bula do medicamento

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
ALPHAGAN

1. NOME DO MEDICAMENTO ALPHAGAN
Alphagan 2 mg/ml colírio, solução

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA DO ALPHAGAN

Um ml de solução contém 2.0 mg de tartrato de brimonidina, equivalente a 1.3 mg de brimonidina.

Excipientes: contém cloreto de benzalcónio, 0,05 mg/ml. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA DO ALPHAGAN

Colírio, solução.
Solução límpida, de cor amarela-esverdeada a ligeiramente amarela-esverdeada.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS DO ALPHAGAN

4.1. Indicações terapêuticas

Redução da pressão intraocular (PIO) elevada em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular.

Como monoterapia em doentes em que a terapêutica betabloqueadora tópica está contraindicada.
Como terapêutica auxiliar de outras medicações para reduzir a pressão intraocular quando a PIO alvo não é alcançada com monoterapia (ver secção 5.1.)

4.2. Posologia e modo de administração

Dose recomendada em adultos (incluindo idosos)
A dose recomendada é de uma gota de Alphagan no(s) olho(s) afectado(s), duas vezes por dia, com intervalo de aproximadamente 12 horas. Não é necessário qualquer ajuste da dosagem para utilização em doentes idosos.

Como com qualquer colírio, para reduzir uma possível absorção sistémica recomenda-se a compressão do saco lacrimal no canto interno do olho (oclusão pontual), durante 1 minuto. Isto deve ser efectuado imediatamente após a instilação de cada gota.

Se se pretender utilizar mais que um medicamento oftálmico de aplicação tópica, os diferentes medicamentos devem ser instilados com um intervalo de 5-15 minutos.
Insuficiência renal ou hepática
Alphagan não foi estudado em doentes com insuficiência renal ou hepática ( ver secção 4.4.) Uso em pediatria
Não foram feitos estudos clínicos em adolescentes (12 a 17 anos).
Não é recomendada a utilização de Alphagan em crianças com idade inferior a 12 anos e está contra-indicado em recém-nascidos e crianças (com idade inferior a 2 anos) (ver secção 4.3., 4.4., e 4.9.). Sabe-se que podem ocorrer reacções adversas graves nos recém-nascidos. Não foi estabelecida a segurança e a eficácia do Alphagan em crianças.

4.3. Contraindicações

Doentes com hipersensibilidade ao tartarato de brimonidina ou a qualquer um dos excipientes deste medicamento.
Recém-nascidos e crianças (ver secção 4.8).
Doentes submetidos a terapêutica com inibidores da monoaminoxidase (MAO) e em doentes que tomem anti-depressivos que afectem a transmissão noradrenérgica (por ex., anti-depressivos tricíclicos e mianserina).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Crianças com idade igual ou superior a 2 anos, especialmente com idades compreendidas entre os 2-7 anos e/ou com peso inferior a 20 Kg devem ser tratadas com precaução e cuidadosamente monitorizadas devido à elevada incidência de sonolência (ver secção 4.8).

É necessário ter cuidado no tratamento de doentes com doença cardiovascular grave ou instável e não controlada.

Nos ensaios clínicos alguns doentes (12,7%) apresentaram reacção ocular de tipo alérgico ao Alphagan (ver secção 4.8 para informação detalhada). Se forem observadas reacções alérgicas, o tratamento com Alphagan deve ser descontinuado.

Alphagan deve ser utilizado com cuidado em doentes com depressão, insuficiência cerebral ou coronária, fenómeno de Raynaud, hipotensão ortostática ou tromboangeíte obliterante.

Alphagan não foi estudado em doentes com insuficiência hepática ou renal; é necessário cuidado no tratamento deste tipo de doentes.

O conservante de Alphagan , cloreto de benzalcónio, pode causar irritação ocular. Evitar o contacto com lentes de contacto moles. Os doentes que usem lentes de contacto hidrófilas devem removê-las e esperar, pelo menos, 15 minutos depois da aplicação de Alphagan,antes de voltarem a pôr as lentes. O conservante descolora as lentes de contacto moles.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Embora não tenham sido realizados estudos específicos sobre a interacção do Alphagan com outros medicamentos, deve ter-se em consideração a possibilidade de um efeito aditivo ou potenciador com depressores do SNC (álcool, barbitúricos, opiáceos, sedativos ou anestésicos).

Não há quaisquer dados disponíveis sobre o nível de catecolaminas em circulação após a administração de Alphagan. Contudo, aconselha-se cuidado na administração em doentes que estejam a tomar medicamentos que possam afectar o metabolismo e a captação de aminas em circulação, ou seja clorpromazina, metilfenidato, reserpina.

Após a aplicação de Alphagan registaram-se diminuições clinicamente não significativas na pressão arterial de alguns doentes. Aconselha-se cuidado na utilização concomitante de medicamentos tais como anti-hipertensores e/ou glicosidos cardíacos e Alphagan.

Aconselha-se cuidado ao iniciar a administração concomitante (ou ao alterar a dose) de um produto sistémico (independentemente da forma farmacêutica) que possa interferir com os agonistas a-adrenérgicos ou com a sua actividade, por ex. agonistas ou antagonistas do receptor adrenérgico (isto é isoprenalina e prazosina).

4.6. Gravidez e aleitamento

Não foi estabelecida a segurança de utilização durante a gravidez humana. Em estudos no animal, o tartarato de brimonidina não provocou quaisquer efeitos teratogénicos. No coelho, o tartarato de brimonidina, em concentrações plasmáticas superiores às alcançadas no homem durante o tratamento, mostrou causar aumento da perda de pre-implantações e reduzir o desenvolvimento pós-natal. Alphagan só deverá ser utilizado durante a gravidez se o benefício potencial para a mãe ultrapassar o risco potencial para o feto.

Não se sabe se a brimonidina é excretada no leite humano. O composto é excretado no leite do rato fêmea em lactação. Alphagan não deve ser usado em mulheres que estão a amamentar.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Alphagan pode provocar fadiga e/ou sonolência que podem prejudicar a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas. Alphagan pode provocar visão turva e/ou alterações de visão, que podem afectar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas, com especial incidência à noite ou em situações de luminosidade reduzidas. O paciente deve esperar até que esses sintomas desapareçam antes de conduzir ou utilizar máquinas.

4.8. Efeitos indesejáveis

Os efeitos adversos relatados com maior frequência são secura da boca, hiperemia ocular e ardor/picadas que ocorreram em 22 a 25% dos doentes. Estes efeitos são geralmente transitórios e a gravidade raramente exigem descontinuação do tratamento.

Em ensaios clínicos, registaram-se sintomas de reacções alérgicas oculares em cerca de 12,7% dos indivíduos (originando retirada em 11,5% dos indivíduos) com início entre os 3 e 9 meses na maioria dos doentes.
Dentro de cada grupo de frequências, os efeitos adversos estão apresentados por ordem decrescente de frequência. Foram utilizadas as seguintes terminologias para classificar a frequência dos efeitos indesejáveis: Muito frequentes ( 1/10);
Frequentes (>1/100 e < 1/10); Pouco Frequentes (> 1/1000 e < 1/100); Raros (> 1/10.000 e < 1/1000); Muito raros (<1/10 000); não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Cardiopatias
Pouco Frequentes: Palpitações/arritmias (incluindo bradicardia e taquicardia)

Doenças do sistema nervoso Muito Frequentes: Cefaleias, sonolência Frequentes: Tonturas, paladar anormal Muito Raros:sincope

Afecções oculares Muito frequentes
Irritação ocular incluindo reacções alérgicas (hiperémia ocular, ardor/picadas, prurido ocular, sensação de corpos estranhos, folículos conjuntivais) Visão turva Frequentes
Irritação local (Hiperemia e edema da pálpebra, blefarite, edema conjuntival, exsudado
conjuntival, dor ocular e lacrimação)

Fotofobia
Erosão e manchas da córnea Secura ocular
Branqueamento conjuntival Visão anómala Conjuntivite Muito raros Irite (Uveíte anterior) Miose

Doenças Respiratórias, torácicas e do mediastino Frequentes: sintomas respiratórios superiores Pouco Frequentes: secura nasal Raros: dispneia

Doenças Gastrointestinais Muito Frequentes: secura da boca Frequentes: sintomas gastrointestinais

Vasculopatias
Muito Raros: hipertensão, hipotensão

Perturbações Gerais e alterações no local de administração Muito frequentes: fadiga
Frequentes: astenia

Doenças do Sistema Imunitário Pouco Frequentes: reacções alérgicas sistémicas

Perturbações do foro psiquiátrico Pouco Frequentes: depressão Muito Raros: insónia

Foram relatados sintomas de sobredosagem por brimonidina tais como perda de consciência, hipotensão, hipotonia, bradicardia, hipotermia cianose e apneia em alguns recém-nascidos e crianças a receber brimonidina como parte do tratamento médico do glaucoma congénito (ver secção 4.3.)

Num estudo de fase 3 com duração de 3 meses, em crianças com glaucoma com idades compreendidas entre os 2-7 anos, inadequadamente controlado por betabloqueantes, foi reportada uma elevada prevalência de sonolência (55%) com Alphagan como tratamento adjuntivo. Em 8% das crianças, esta incidência foi grave, levando à descontinuação do tratamento em 13%. A incidência da sonolência diminuiu com o aumento da idade, sendo inferior no grupo de crianças com 7 anos de idade (25%) mas foi mais afectada pelo peso, ocorrendo mais frequentemente nas crianças com peso menor ou igual a 20 kg (63%) quando comparada com as crianças pesando mais de 20 kg (25%) (ver secção 4.4).

4.9. Sobredosagem

Sobredosagem oftálmica:
Em adultos não há qualquer experiência da ocorrência improvável de uma sobredosagem por via oftálmica. Contudo, foram referidos sintomas de sobredosagem de brimonidina ( incluindo perda de consciência, hipotensão, hipotonia, bradicardia, hipotermia, cianose e apneia) em alguns recém-nascidos e crianças nos quais o Alphagan fazia parte do tratamento de glaucoma congénito

Sobredosagem sistémica resultante de ingestão acidental:
Foram recebidos dois relatórios de efeitos indesejáveis após ingestão inadvertida de 9-10 gotas de Alphagan por adultos. Os indivíduos experienciaram episódio hipotensivo, seguido, num dos casos de hipertensão recorrente cerca de 8 horas após a ingestão. Foi reportada a recuperação completa de ambos os indivíduos no prazo de 24 horas. Não foram notados efeitos adversos num terceiro indivíduo que também ingeriu uma quantidade desconhecida de Alphagan por via oral.

Foram publicados ou reportados à Allergan relatórios de efeitos indesejáveis graves após ingestão inadvertida de Alphagan por sujeitos pediátricos. Os sujeitos experienciaram sintomas de depressão do SNC, coma tipicamente temporário ou perda de consciencia de baixo valor, hipotonia, bradicárdia, hipotermia e apneia que requereram internamento em unidade de cuidados intensivos com intubação, se aplicável. Foi reportada uma completa recuperação de todos os sujeitos, geralmente ao fim de 6-24 horas.
Existem relatos de sobredosagem por via oral de outros agonistas alfa-2 terem provocado sintomas tais como hipotensão, astenia, vómitos, letargia, sedação, bradicárdia, arritmias, miose, apneia, hipotonia, hipotermia, depressão respiratória e convulsões.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DO ALPHAGAN

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 15.4.2 Medicamentos Usados em Afecções Oculares. Medicamentos usados no tratamento do glaucoma. Simpaticomiméticos Código ATC: S01EA 05

A brimonidina é um agonista do receptor adrenérgico alfa-2 1000 vezes mais selectivo para o adrenoceptor alfa-2 do que para o adrenoceptor alfa-1.

Esta selectividade resulta na ausência de midríase e de vasoconstrição nos microvasos associados a xenoenxertos de retina em seres humanos.

A administração tópica de tartarato de brimonidina reduz a pressão intraocular (PIO) nos seres humanos com um efeito mínimo sobre os parâmetros cardiovasculares ou pulmonares. São limitados os dados disponíveis no que se refere a doentes com asma brônquica que não apresentam efeitos adversos.

Alphagan tem um início de acção rápido, com efeito hipotensor ocular máximo observado duas horas após a administração. Em dois estudos de 1 ano, o Alphagan diminuiu a PIO por valores médios de aproximadamente 4-6mm Hg.

Estudos fluorofotométricos em animais e seres humanos sugerem que o tartarato de brimonidina tem um mecanismo de acção duplo. Pensa-se que Alphagan pode reduzir a PIO diminuindo a formação de humor aquoso e potenciando a descarga uveoescleral.

Ensaios clínicos demonstram que Alphagan é eficaz na combinação com beta bloqueantes tópicos. Estudos de duração mais curta também sugerem que Alphagan tem um efeito aditivo clínicamente relevante na combinação com travopost (6 semanas) e latanoprost (3 meses).

5.2. Propriedades farmacocinéticas
Características gerais

Após administração ocular de uma solução a 0,2% duas vezes por dia, durante 10 dias, as concentrações plasmáticas eram baixas (Cmax média era de 0,06ng/ml). Havia uma ligeira acumulação no sangue após instilações múltiplas (2 vezes por dia durante 10 dias). A área sob a curva de concentração plasmática-tempo ao longo de 12 horas em estado de equilíbrio (AUC0-12h) foi de 0,31 ng.h/ml, em comparação com 0,23 ng.h/ml após a primeira dose. A semi-vida média aparente na circulação sistémica, em seres humanos, foi de aproximadamente 3 horas após administração tópica.
A ligação da brimonidina às proteínas plasmáticas, após administração tópica em seres humanos, é de aproximadamente 29%.

A brimonidina liga-se de modo reversível à melanina dos tecidos oculares, in vitro e in vivo. Após duas semanas de instilações oculares, as concentrações de brimonidina na íris, corpo ciliar e retina-coroide foram de 3 a 17 vezes mais elevadas que as verificadas após uma dose única. Não ocorre acumulação na ausência de melanina.

Não é claro o significado da ligação à melanina no homem. Contudo, não se verificou nenhuma reacção ocular adversa significativa durante o exame biomicroscópio dos olhos em doentes tratados com Alphagan até um ano, nem se verificou toxicidade ocular significativa durante um estudo de segurança ocular de um ano em macacos, aos quais foi administrada aproximadamente quatro vezes a dose recomendada de tartarato de brimonidina.

Após administração oral ao homem, a brimonidina é bem absorvida e rapidamente eliminada. A maior parte da dose (cerca de 75%) foi excretada como metabolitos na urina, dentro de cinco dias; não foi detectada na urina qualquer droga inalterada. Estudos in vitro, usando fígado animal e humano, indicam que o metabolismo é amplamente mediado pelo aldeído-oxidase e citocromo P450. Por isso, a eliminação parece ser principalmente por metabolismo hepático.

Perfil cinético:
Não foi observado grande desvio da proporcionalidade da dose na C-max plasmática e AUC após dose tópica única de 0,08%, 0,2% e 0,5%.

Características em doentes Características em doentes idosos:
A Cmax, a AUC e a semi-vida aparente da brimonidina são semelhantes nos idosos (indivíduos com 65 anos ou mais) após uma dose única, quando comparados com adultos jovens, indicando que a sua absorção e eliminação sistémicas não são afectadas pela idade. Com base nos dados de um estudo clínico de três meses, que incluiu doentes idosos, a exposição sistémica à brimonidina foi muito baixa.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS DO ALPHAGAN

6.1. Lista dos excipientes

Cloreto de benzalcónio Álcool (poli)vinílico Cloreto de sódio Citrato de sódio
Ácido cítrico monohidrato Água purificada
Ácido clorídrico (para ajuste do pH) ou Hidróxido de sódio (para ajuste do pH)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade
Frasco fechado: 2 anos para o frasco de 2,5 ml.
3 anos para os frascos de 5 ml e 10 ml. Após a primeira abertura: 28 dias.

6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 25 °C.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade, brancos, com ponta de 35 microlitros. A tampa pode ser do tipo convencional de enroscar de polistireno ou do tipo tampa de cumprimento (C-cap).

Alphagan é comercializado em frascos de 2,5 ml, 5 ml e 10 ml, em embalagens de 1, 3 ou 6 frascos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Não existem requisitos especiais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Allergan, S. A.
Av. de la Industria, 24 – Tres Cantos
2876 Madrid
Espanha

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N° de registo: 2644987 – 2,5ml de solução colírio, 2 mg/ml, frasco conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645083 – 2,5ml de solução colírio, 2 mg/ml, 3 frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645182 – 2,5ml de solução colírio, 2 mg/ml, 6 frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645281 – 5ml de solução colírio, 2 mg/ml, 1 frasco conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645380 – 5ml de solução colírio, 2 mg/ml, 3 frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645489 – 5ml de solução colírio, 2 mg/ml, 6 frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645588 – 10ml de solução colírio, 2 mg/ml, 1 frasco conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645687 – 10ml de solução colírio, 2 mg/ml, 3 frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade
N° de registo: 2645786 – 10ml de solução colírio, 2 mg/ml, 6 frascos conta-gotas de polietileno de baixa densidade

9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 15 de Maio de 1998 Data da última renovação: 19 Abril 2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
23-05-2008

Categorias
Água de Hamamelis

Optrex bula do medicamento

Neste folheto:

1.  O que é Optrex, colírio, solução e para que é utilizado
2.  Antes de utilizar Optrex
3.  Como utilizar Optrex
4.  Efeitos secundários Optrex
5.  Como conservar Optrex
6.  Outras informações

OPTREX 0,13 ml/ml

Colírio, Solução

Água de Hamamélis

Este folheto contém informações importantes para si. Leia-o atentamente.

Este medicamento pode ser adquirido sem receita médica. No entanto, é necessário utilizar Optrex, colírio, solução com precaução para obter os devidos resultados.

Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico.

Em caso de agravamento ou persistência dos sintomas após 3 a 5 dias, consulte o seu médico.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

1. O que é Optrex, colírio, solução e para que é utilizado

O Optrex, colírio, solução contém água de Hamamélis (preparação à base de Hamamelis virginiana), que possui propriedades adstringentes moderadas e refrescantes.

O Optrex, colírio, solução é utilizado para o alívio sintomático das irritações oculares de curta duração, provocadas pelas poeiras, fumo e outros agentes ou factores que originam desconforto ocular, tais como os ambientes com ar condicionado, exposição a luz intensa, utilização de ecrans com cintilação ou execução de trabalhos minuciosos e prolongados que contribuem para a secura dos olhos e cansaço ocular.

2. Antes de utilizar Optrex

Não utilize Optrex, colírio, solução nos seguintes casos:

  • Se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro componente de Optrex, colírio, solução.
  • Se tem lentes de contacto hidrofílicas.
  • Se tem lentes hidrofílicas (moles) deve remover as lentes e esperar pelo menos 15 minutos.

Tome especial cuidado com o Optrex, colírio, solução se já teve alguma destas doenças ou outras situações: Glaucoma ou cataratas.

Antecedentes ou existência de descolamento de retina. Derrames na vista. Secreções oculares. Irritação ocular persistente.

Utilizar Optrex, colírio, solução com outros medicamentos:

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez e aleitamento:

Não existe informação sobre a utilização do Optrex, colírio, solução durante a gravidez e o aleitamento. No entanto, o medicamento não deve originar qualquer risco para a mulher grávida ou para o bebé.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Quando o Optrex, colírio, solução é utilizado na dose recomendada durante um prazo curto, a capacidade de conduzir e utilizar máquinas não é afectada.

Informações importantes sobre alguns componentes de Optrex, colírio, solução: Este medicamento contém cloreto de benzalcónio, o qual pode causar irritação ocular. Evitar o contacto como lentes de contacto moles. Remover as lentes de contacto antes da aplicação e esperar pelo menos 15 minutos antes de as recolocar. Passível de descolorar lentes de contacto moles.

3. Como utilizar Optrex

A dose habitual é:

Idade

Dose Inicial

Dose Diária Total

Dose Diária Máxima

Crianças com mais de 12 anos de idade

1-2 gotas

1-2 gotas 1 a 3 vezes

1-2 gotas 1 a 3 vezes

Adultos

1-2 gotas

1-2 gotas 1 a 3 vezes

1-2 gotas 1 a 3 vezes

Utilizar Optrex, colírio, solução sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Como administrar Optrex, colírio, solução:

Deitar cuidadosamente uma ou duas gotas no canto de cada olho.

Se os sintomas não melhorarem depois de alguns dias ou se aumentarem, deverá consultar o seu médico.

Se utilizar mais Optrex, colírio, solução do que deveria:

O risco de toxicidade por ingestão de Optrex, colírio, solução é pouco provável, excepto em crianças.

No caso de sobredosagem, os sintomas de toxicidade incluem náuseas, vómitos, diarreia, dor de cabeça, agitação, debilidade, convulsões, coma, icterícia e insuficiência renal aguda.

No caso de ingestão de uma quantidade excessiva dever-se-á proceder a emese ou lavagem gástrica. Adicionalmente, deverá proceder-se a um tratamento sintomático de suporte.

Caso se tenha esquecido de utilizar Optrex, colírio, solução:

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários Optrex

Como todos os medicamentos, Optrex, colírio, solução pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Foram relatados casos de hipersensibilidade ocasional e reacção de irritabilidade.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Optrex

Não conservar acima de 25°C. Não utilizar a solução 1 mês após a primeira abertura do frasco.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Optrex, colírio, solução após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “VAL:”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize Optrex, colírio, solução se verificar alteração do seu aspecto.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. Outras informações

Qual a composição de Optrex, colírio, solução:

A substância activa é água de Hamamélis (extracto líquido de ramos de Hamamelis virginiana (1:1)).

O Optrex, colírio, solução contém 13 ml de água de Hamamélis em 100 ml de solução. Os outros componentes são: ácido bórico, bórax, solução de cloreto de benzalcónio, glicerol e água purificada. Contém 0,05 microgramas/ml de cloreto de benzalcónio.

Qual o aspecto de Optrex, colírio, solução e conteúdo da embalagem:

Solução incolor, praticamente isenta de partículas e com odor característico.

O Optrex, colírio, solução está disponível numa embalagem com um frasco contendo 10 ml de solução.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante:

Titular da Autorização de Introdução no mercado: Reckitt Benckiser Healthcare, Lda. Rua D. Cristóvão da Gama, n° 1 – 1° C/D 1400-113 Lisboa

Fabricante:

Reckitt Benckiser Healthcare International Limited 1, Thane Road – Beeston NG90 2DB Nottingham Reino Unido

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Reckitt Benckiser Healthcare, Lda.

Rua D. Cristóvão da Gama, n° 1 – 1° C/D

1400-113 Lisboa

Tel: + 351 21 303 30 00

Este folheto foi aprovado pela última vez em: 13-02-2008.